O Ceará alcançou, pelo terceiro ano consecutivo, a meta de alfabetização dos alunos do 2º ano do ensino fundamental e se mantém como líder nacional no indicador. Em 2025, 84% das crianças da rede pública estadual, geralmente com 7 anos de idade, já sabiam ler e escrever, superando inclusive o objetivo projetado para 2030.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Índice Criança Alfabetizada (ICA), criado em 2023 durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para estabelecer um parâmetro nacional de alfabetização.
Além do Ceará, outros dezenove estados e o Distrito Federal também atingiram a meta estipulada para o período. Na sequência do ranking aparecem Goiás e Paraná, ambos com 80%, seguidos por Espírito Santo e Piauí, com 77% de crianças alfabetizadas na idade adequada. Por outro lado, os menores índices foram registrados em Roraima (57%), Bahia (55%), Rio Grande do Sul (52%), Sergipe (50%) e Rio Grande do Norte (48%).
Os resultados, divulgados em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), também mostram avanço nacional. Em 2025, o Brasil atingiu 66% de crianças alfabetizadas na idade certa, superando a meta de 64% estabelecida pelo governo federal.
A aferição dos dados é feita com base em avaliações externas aplicadas nas redes públicas estaduais, com instrumentos padronizados em todo o país. No Ceará, o levantamento utiliza o Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará, o que permite a comparação direta com outros estados.
A criação do ICA representou um marco na educação brasileira, já que, até 2023, o país não contava com um critério nacional unificado para definir a alfabetização infantil. A partir da iniciativa Alfabetiza Brasil, o MEC e o Inep passaram a adotar parâmetros claros, baseados em uma escala de pontuação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Segundo o modelo atual, crianças são consideradas alfabetizadas ao atingirem 743 pontos na escala do Saeb. Nesse nível, espera-se que os estudantes consigam ler textos curtos, localizar informações explícitas, fazer inferências simples e produzir textos básicos do cotidiano, mesmo com possíveis desvios ortográficos.
Entre as habilidades avaliadas estão a leitura e compreensão de pequenos textos, a interpretação de elementos verbais e não verbais — como tirinhas — e a escrita com finalidade comunicativa simples, como convites e lembretes.
Com os resultados, o Ceará consolida sua posição de destaque na educação básica brasileira e reforça o papel de políticas públicas contínuas voltadas à alfabetização na idade adequada.
Fonte: Diário do Nordeste
