IA + Lego: diversão ou propaganda?

Apesar de parecerem animações inofensivas, os conteúdos retratam cenas fortes, como conflitos militares
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Vídeos virais produzidos com inteligência artificial, inspirados na estética dos brinquedos Lego, estão ganhando grande alcance nas redes sociais mas por trás do visual chamativo existe uma estratégia de propaganda política.

Apesar de parecerem animações inofensivas, os conteúdos retratam cenas fortes, como conflitos militares, mortes e figuras públicas, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A narrativa central posiciona o Irã como um país que resiste a um suposto domínio global liderado pelos EUA.

Esses vídeos são produzidos por perfis como o da empresa Explosive Media. Em entrevista à BBC, um representante identificado como “Sr. Explosive” afirmou inicialmente que o grupo era independente, mas depois admitiu que o governo iraniano atua como cliente.

O conteúdo aposta em elementos polêmicos para engajar o público. Em alguns casos, aparecem teorias conspiratórias envolvendo figuras públicas e eventos reais, mesmo sem evidências confiáveis. Também há distorções de fatos, como versões alternativas de operações militares e acontecimentos recentes.

Especialistas apontam que esse tipo de material faz parte de uma nova fase da propaganda digital. O uso de IA permite criar vídeos rápidos, com estética familiar ao público ocidental, facilitando a disseminação e aumentando o potencial de influência. Esse fenômeno tem sido chamado de “slopaganda”, combinando conteúdo de baixa qualidade factual com alto poder de engajamento.

Mesmo com remoções frequentes por plataformas digitais, novas contas continuam surgindo emantendo a circulação desses vídeos. Analistas destacam que esse modelo de comunicação direta sem intermediação da imprensa tradicional pode aumentar o risco de desinformação e dificultar a compreensão dos fatos em cenários de conflito.

O crescimento desse tipo de conteúdo indica uma mudança significativa na forma como guerras e disputas políticas também são travadas no ambiente digital.

Fonte: G1

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