Master e Refit provocam mudanças no governo do RJ

A reviravolta política foi impulsionada por um pedido de vista no Supremo Tribunal Federal, feito pelo ministro Flávio Dino
Compartilhe

Em menos de 24 horas, o governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, promoveu uma série de mudanças em três áreas-chave da administração estadual. As alterações atingem diretamente órgãos envolvidos em decisões financeiras ligadas a dois dos maiores escândalos recentes do país: o caso do Banco Master e a situação da Refit, conhecida como a maior devedora de impostos do Brasil. As mudanças ocorreram na RioPrevidência, na Cedae e na Procuradoria-Geral do Estado.

A reviravolta política foi impulsionada por um pedido de vista no Supremo Tribunal Federal, feito pelo ministro Flávio Dino, com apoio de Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. A decisão suspendeu a definição sobre o modelo de eleições no estado de diretas ou indiretas e abriu espaço para que Couto assumisse com autonomia. O presidente da Corte, Edson Fachin, teria garantido ao interino liberdade para governar com “plenos poderes”.

Com isso, as primeiras exonerações atingiram justamente os órgãos no centro das investigações envolvendo o Banco Master. Na RioPrevidência, foi afastado o presidente interino Nicholas Cardoso. A fundação realizou um investimento de cerca de R$ 1,2 bilhão no banco, considerado o maior aporte público já feito na instituição. O antecessor, Davis Antunes, está preso em Bangu, e Cardoso que era diretor de investimentos já havia sido alvo de pedido de afastamento pelo Ministério Público.

Na Cedae, que também aplicou cerca de R$ 200 milhões no banco ligado a Daniel Vorcaro, a mudança também é iminente. O presidente Aguinaldo Ballon deve deixar o cargo, enquanto aumenta a pressão sobre o diretor financeiro Antônio Carlos dos Santos, apontado como um dos responsáveis pelo contrato com o Banco Master.

Outra mudança relevante ocorre na Procuradoria-Geral do Estado, com a saída prevista do procurador Renan Saad. A atuação dele em um processo envolvendo a refinaria de Manguinhos ligada à Refit gerou críticas. Após a interdição da unidade pela ANP, o posicionamento do estado foi interpretado por agentes do mercado como favorável à empresa, levantando suspeitas de tentativa de proteger uma devedora recorrente de tributos.

As decisões de Couto marcam uma intervenção direta em setores sensíveis da máquina pública, com foco em áreas sob forte questionamento jurídico e financeiro.

Fonte: G1

Você pode gostar

Entre os profissionais que tendem a não ser diretamente impactados estão servidores públicos com jornadas específicas, militares, profissionais da saúde em regime de plantão, aeronautas e marítimos., trabalhadores embarcados da indústria de petróleo, empregados sob escala 12×36.
O CRB saiu na frente com Micael, que aproveitou um rebote após falha defensiva de Gazal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade