A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (29), a Operação Dolo Rural com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes contra o sistema previdenciário. No Ceará, foram cumpridos mandados nas cidades de Fortaleza, Eusébio e Baturité. A ação também ocorreu no Maranhão, nos municípios de São Mateus do Maranhão e São Bernardo.
Ao todo, foram executados oito mandados de busca e apreensão, com a participação de 31 policiais federais, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A operação faz parte da Força-Tarefa Previdenciária, que reúne a Polícia Federal, a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social e a Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios.
Segundo as investigações, o esquema criminoso envolveria escritórios de advocacia responsáveis pela produção de documentos falsos, tanto material quanto ideologicamente, utilizando dados de propriedades rurais reais. Com essas informações adulteradas, os suspeitos teriam solicitado e conseguido, de forma indevida, benefícios como aposentadoria por idade, salário-maternidade e pensão por morte junto ao INSS.
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo causado com a concessão de pelo menos 35 benefícios já identificados é estimado em cerca de R$ 670 mil. A economia projetada com a suspensão futura desses pagamentos pode chegar a R$ 4,1 milhões, considerando a expectativa de vida do IBGE.
A Justiça Federal também determinou medidas cautelares contra os investigados, incluindo a quebra de sigilos telemático, bancário e fiscal, além do bloqueio de bens. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.
Fonte: Diário do Nordeste
