Lobos robôs viram arma do Japão contra ataques de ursos

Dispositivo criado para afastar animais selvagens virou alternativa para agricultores e trabalhadores rurais diante da escalada de incidentes fatais no país
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Enquanto grande parte das empresas ao redor do mundo aposta em robôs para aumentar a produtividade industrial, o Japão encontrou uma função diferente para a tecnologia. Diante do aumento nos ataques de ursos, autoridades locais passaram a utilizar lobos robóticos para afastar os animais e reduzir os riscos à população.

A responsável pelos “lobos robóticos” é a Ohta Seiki, que encontrou no aumento dos ataques de ursos uma oportunidade de mercado. Os dispositivos lembram animatrônicos: possuem rostos assustadores, olhos iluminados e reproduzem ruídos inspirados em sons de animais selvagens para espantar os invasores.

O sucesso dos dispositivos já se reflete na procura pelo produto. A fabricante afirma ter recebido cerca de 50 encomendas desde o começo de 2026. Segundo o presidente da empresa, Yuji Ohta, o maior desafio é acompanhar a demanda, já que cada “lobo robótico” é produzido manualmente e leva entre dois e três meses para ficar pronto.

Robôs são mais eficientes do que os próprios lobos, afirma fabricante

O aumento da procura pelos lobos robóticos acompanha a escalada nos ataques de ursos registrados no Japão. Em 2025, 13 pessoas morreram após encontros com os animais, que também estiveram envolvidos em invasões de residências e outros incidentes que deixaram moradores feridos.

A Ohta Seiki afirma que os lobos robóticos são mais eficazes do que lobos reais para afastar ursos e proteger plantações. Além da aparência intimidadora, os dispositivos emitem sons em alto volume e utilizam luzes de LED vermelhas e azuis piscantes para assustar os animais.

Os “lobos robóticos” comercializados pela Ohta Seiki custam o equivalente a mais de R$ 20 mil cada. Equipados com sensores infravermelhos, eles detectam a aproximação de animais e objetos, reproduzem dezenas de sons diferentes e poderão, futuramente, se mover sem intervenção humana.

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