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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Alegação é de falhas no combate ao trabalho forçado
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O governo dos Estados Unidos avalia ampliar barreiras comerciais contra produtos importados de cerca de 60 países, incluindo o Brasil. A proposta, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), prevê a aplicação de tarifas extras que podem variar entre 10% e 12,5%, sob a justificativa de combater cadeias produtivas associadas ao trabalho forçado.

Segundo o órgão norte-americano, a medida faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. O instrumento permite que Washington adote sanções ou restrições comerciais contra países considerados responsáveis por práticas que prejudiquem interesses econômicos americanos.

No caso brasileiro, a proposta prevê uma sobretaxa de 12,5% sobre determinados produtos exportados para o mercado norte-americano. O percentual é superior ao aplicado a alguns parceiros comerciais, que poderão enfrentar uma cobrança adicional de 10%.

Além do Brasil, a lista inclui países da América Latina, Europa e Ásia. Entre eles estão Canadá, México, Equador, Reino Unido, Indonésia, Malásia, Bangladesh, Camboja, Guatemala e El Salvador. A avaliação do governo dos EUA é de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de mercadorias produzidas com mão de obra submetida a condições análogas à escravidão.

A iniciativa também está ligada aos esforços da administração do presidente Donald Trump para retomar mecanismos tarifários que haviam sido suspensos após decisões judiciais. A Casa Branca busca reforçar instrumentos de proteção comercial e ampliar o controle sobre as importações consideradas sensíveis para a economia norte-americana.

Antes de uma decisão definitiva, o USTR abriu um período de consulta pública para receber manifestações de empresas, entidades e cidadãos interessados. O prazo para envio de contribuições segue até 6 de julho. Uma audiência pública está prevista para ocorrer no dia 7 de julho, quando representantes dos setores afetados poderão apresentar argumentos favoráveis ou contrários à medida.

Caso as tarifas sejam confirmadas, exportadores brasileiros e de outros países poderão enfrentar custos mais elevados para acessar o mercado dos Estados Unidos, o que pode impactar a competitividade de diversos setores produtivos.

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