MAMA

Estudo aponta possível redução do risco de câncer de mama com uso de caneta emagrecedora

A pesquisa analisou registros médicos de 111.646 mulheres quisadores que utilizavam medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida e tirzepatida e os resultados mostraram uma incidência significativamente menor de câncer de mama entre as usuárias.
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Medicamentos amplamente utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 podem oferecer um benefício adicional inesperado: a redução do risco de câncer de mama. A hipótese foi levantada por um estudo publicado em 2026 na revista científica JCO Oncology Practice.

A pesquisa, liderada por Elizabeth S. McDonald, analisou registros médicos de 111.646 mulheres com idades entre 45 e 80 anos. Todas apresentavam índice de massa corporal igual ou superior a 25 e realizaram exames de imagem mamária entre os anos de 2022 e 2025.

Os pesquisadores compararam mulheres que utilizavam medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, com aquelas que não faziam uso desses fármacos. Os resultados mostraram uma incidência significativamente menor de câncer de mama entre as usuárias. Na análise geral, a redução observada foi de aproximadamente 35%. Mesmo após ajustes estatísticos mais rigorosos, comparando grupos com características semelhantes, a diminuição do risco permaneceu próxima de 30%.

Os cientistas acreditam que diversos mecanismos podem estar relacionados ao resultado. Entre eles estão a perda de peso, a redução da inflamação crônica, a melhora do metabolismo energético, alterações hormonais e possíveis influências sobre mecanismos epigenéticos ligados à atividade dos genes. O excesso de gordura corporal, especialmente após a menopausa, é reconhecido como um importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama, o que pode ajudar a explicar parte dos resultados encontrados.

Apesar do entusiasmo gerado pela descoberta, os pesquisadores alertam que o estudo é observacional e, portanto, não permite estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre o uso dos medicamentos e a redução do risco da doença. Dessa forma, ainda não é possível afirmar que medicamentos como Ozempic, Wegovy, Mounjaro ou Zepbound previnem o câncer de mama. Novos ensaios clínicos prospectivos já estão sendo planejados para investigar a associação com maior precisão. Especialistas destacam que as estratégias atuais de prevenção continuam baseadas no rastreamento por mamografia, no controle dos fatores de risco e em medidas preventivas específicas para grupos de maior vulnerabilidade.

Mesmo assim, os resultados obtidos em mais de 110 mil mulheres abrem uma nova e promissora linha de pesquisa. Caso futuras investigações confirmem a associação, os medicamentos GLP-1 poderão desempenhar um papel importante não apenas no combate à obesidade, mas também na prevenção de uma das doenças que mais afetam mulheres em todo o mundo.

Fonte: Agencia Brasil

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