A Polícia Civil (PCCE) deflagrou a sétima fase da operação “Impacto”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso ultraviolento de origem carioca com atuação no estado. A ofensiva foi coordenada por equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Draco, unidade vinculada ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e resultou no cumprimento de 56 mandados de prisão e 82 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em diversos bairros de Fortaleza e nos municípios de Caucaia, Maracanaú, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante e em Brasília.
Dos 56 mandados de prisão cumpridos, 25 tiveram como alvo mulheres e 31 homens. Dentro desse número, 20 mandados foram cumpridos em desfavor de pessoas já recolhidas em unidades prisionais do Ceará e um mandado foi cumprido contra um suspeito que cumpre pena em um presídio federal, em Brasília. A operação também resultou no pedido de bloqueio judicial, no qual foi identificado mais de R$ 40 milhões em movimentações financeiras vinculadas aos investigados.
A ação policial se iniciou a partir de uma mulher presa em fases anteriores da operação, na qual foi apreendido um aparelho celular, em 2024. Durante a análise de dados, foi possível identificar as ramificações e os demais integrantes do grupo. Entre os alvos capturados na operação, há uma grande quantidade de mulheres presas, as quais eram investigadas por integrar a estrutura da organização criminosa.
Conforme as investigações conduzidas pela Polícia Civil, muitas delas mantinham vínculos afetivos ou familiares com integrantes do grupo que já se encontravam presos e passaram a exercer funções estratégicas para a manutenção das atividades ilícitas, atuando como intermediárias na transmissão de ordens, na movimentação de recursos financeiros e no suporte logístico da organização.
