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Maíra Cardi expõe sequelas do uso do PMMA e especialista faz alerta

Recentemente, a influenciadora voltou a falar das consequências do produto em seu rosto e reacendeu um debate a segurança nos procedimentos
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Recentemente, Maíra Cardi voltou a falar sobre as sequelas provocadas pelo PMMA e reacendeu um debate importante sobre a segurança dos procedimentos estéticos permanentes.

Após revelar que ainda convive com nódulos e deformidades decorrentes de aplicações realizadas há cerca de 20 anos, especialistas reforçaram que complicações realmente podem surgir com o tempo.

Em conversa com a coluna, a cirurgiã-dentista Simone Lima, especialista e mestranda em Harmonização Orofacial, explicou que o caso serve de alerta para pacientes que desejam realizar preenchimentos faciais e destacou a importância de conhecer o produto utilizado, escolher profissionais habilitados e priorizar materiais seguros e reversíveis.

Produto não é absorvido

Segundo ela, o PMMA (polimetilmetacrilato) é um polímero acrílico composto por microesferas suspensas em gel que, diferentemente dos preenchedores mais utilizados atualmente, é um material permanente.

“O PMMA não é reabsorvido pelo organismo. Ele permanece nos tecidos e, justamente por isso, pode desencadear uma resposta inflamatória mesmo décadas depois da aplicação. O organismo pode reconhecer esse material como um corpo estranho, formando granulomas, nódulos, endurecimentos e deformidades. O material permanece em silêncio, mas o corpo nunca esquece que ele está ali”, relatou.

Os riscos

A profissional ressaltou, ainda, que o risco não está apenas no momento da aplicação. Processos infecciosos, traumas, envelhecimento natural dos tecidos ou até mesmo a passagem do tempo podem desencadear reações tardias.

Não por acaso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a Resolução nº 2.461/2026, restringindo o uso do PMMA para situações específicas de saúde e proibindo sua utilização em preenchimentos estéticos.

Embora muitas pessoas imaginem que complicações apareçam apenas logo após o procedimento, Simone Lima afirmou que alterações podem surgir anos depois e jamais devem ser ignoradas.


Principais sinais de alerta

  • Aparecimento de nódulos ou caroços.
  • Endurecimento da região.
  • Inchaço persistente.
  • Vermelhidão e calor local.
  • Dor contínua.
  • Deformidades e assimetrias.
  • Deslocamento do produto.
  • Secreção ou episódios repetidos de inflamação.

Busca de atendimento

A cirurgiã-dentista comentou também que existem situações que exigem atendimento imediato: “Dor intensa logo após a aplicação, palidez ou manchas escuras na pele e alterações na visão podem indicar comprometimento vascular, uma emergência médica. Quanto mais cedo o paciente procurar um profissional habilitado, maiores são as chances de um manejo seguro”, enumerou.

Para quem pretende realizar um procedimento estético, a especialista afirma que a segurança começa muito antes da aplicação.

“O paciente deve desconfiar de promessas de resultados definitivos, procedimentos muito baratos ou soluções milagrosas. A boa estética respeita a individualidade de cada rosto e prioriza a segurança acima de tudo”, alertou.

Fonte: Metrópoles.

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