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Meio/Ideia: Lula tem 45% das intenções de voto no 2º turno e Flávio, 40%

Pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 3 e 6 de julho; margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos
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A pesquisa Meio/IDEIA, divulgada nesta quarta-feira (8/7), mostra um cenário de estabilidade em relação ao levantamento anterior. O presidente Lula (PT) segue na liderança da corrida presidencial de 2026 em todos os cenários testados pelo instituto. No principal cenário de primeiro turno, ampliou a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) e os demais adversários. Já no segundo turno, mantém cinco pontos de vantagem sobre o principal nome do PL. Apesar da liderança, a diferença configura empate técnico, já que está no limite da margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Os números da pesquisa também trazem uma notícia favorável ao Planalto em outra frente. A operação da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) no caso Banco Master teve ampla repercussão, mas, até o momento, produziu impacto eleitoral limitado. A maioria dos entrevistados afirma que o episódio não altera sua disposição de voto nem em Lula nem em Flávio Bolsonaro.

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O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 6 de julho de 2026 com 1.500 eleitores em todo o país. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A. e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05628/2026.

Lula amplia ligeiramente a vantagem no primeiro turno
No principal cenário estimulado, Lula aparece com 40,4% das intenções de voto, contra 32,3% de Flávio Bolsonaro (PL), uma vantagem de 8,1 pontos percentuais. Se a candidata do PL for Michelle Bolsonaro, a diferença aumenta para 11 pontos: Lula mantém 40,4%, enquanto Michelle registra 29,4%.

Outros nomes da direita continuam sem espaço. Nenhum dos nomes alternativos testados consegue romper a polarização entre Lula e o campo bolsonarista, mantendo a eleição concentrada nos dois polos.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula também lidera, com 32,8%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20,3%. O destaque da rodada é o aumento do número de indecisos: 33,1% dos eleitores afirmam não saber em quem votar, um avanço significativo em relação ao levantamento anterior.

Segundo turno segue competitivo, mas favorável a Lula
É no segundo turno que a disputa se torna mais competitiva. No confronto contra Flávio Bolsonaro, Lula venceria por 45% a 40%, uma diferença de cinco pontos percentuais. Considerando a margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos para mais ou para menos, o resultado indica uma disputa tecnicamente apertada.

A maior diferença entre os dois candidatos está entre as mulheres, segmento que garante a vantagem do presidente na disputa. Lula lidera com 50,4%, contra 34,2% de Flávio Bolsonaro. Já entre os homens, o cenário se inverte: Flávio tem 46,3% das preferências, enquanto Lula registra 39,2%.

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Nos demais cenários de segundo turno, Lula mantém vantagens mais amplas. O presidente venceria Michelle Bolsonaro por 45% a 36%, Ronaldo Caiado por 45% a 37,6%, Romeu Zema por 45% a 37%, Renan Santos por 45% a 33% e Joaquim Barbosa por 45% a 23%.

Rejeição segue como principal desafio de Flávio
Os dados de rejeição espontânea reforçam o quadro de forte polarização entre os dois principais polos da disputa. Lula é o candidato mais rejeitado, com 46,4%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 43,4%. Michelle Bolsonaro aparece em terceiro lugar, com 28%.

Na medida de rejeição absoluta divulgada pelo instituto, que considera todos os entrevistados, os índices são ainda mais elevados: Lula alcança 51,4%, Flávio Bolsonaro 49% e Michelle Bolsonaro 41,5%.

Operação envolvendo Jaques Wagner e Banco Master produz impacto limitado
Os números da pesquisa sugerem que a operação da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner no caso Banco Master teve alta visibilidade, mas baixo impacto eleitoral. Embora o tema tenha ocupado espaço no noticiário, 42% dos entrevistados afirmam que o episódio não aumentou nem diminuiu sua chance de votar em Lula. Apenas 17,3% dizem que a operação reduziu a probabilidade de apoiar o presidente, enquanto 7% afirmam que ela aumentou sua disposição de voto. Outros 24,7% não souberam responder, indicando que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não formou opinião sobre os efeitos políticos do caso.

Quando perguntados sobre quem está mais envolvido com o caso, 39% apontam Lula e 37,4% citam Flávio Bolsonaro, uma diferença de apenas 1,6 ponto percentual, dentro da margem de erro do levantamento. Esse equilíbrio ajuda a explicar por que o episódio produziu poucos ganhos eleitorais para qualquer dos lados. O padrão se repete quando o foco é Flávio Bolsonaro: 36,5% dizem que o caso não alterou sua chance de votar no senador, enquanto 29,5% afirmam que ela diminuiu. Em outras palavras, o caso parece ter reforçado a percepção de que ambos os campos políticos estão associados à controvérsia, neutralizando seu potencial de alterar o cenário da eleição presidencial.

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