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Menino de 3 anos espancado por não dar ‘bom dia’ ao pai morre no RS

Homem está preso desde domingo (5). Criança estava internada na UTI do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre em estado gravíssimo.
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A Polícia Civil confirmou, na madrugada desta quinta-feira (9), a morte do menino de 3 anos que teria sido espancado pelo próprio pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele foi identificado como Oliver Golden Grayson. O pai, Dandre Jermaine Grayson, um missionário norte-americano de 33 anos, confessou o crime e está preso preventivamente desde domingo (5).

Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou que a motivação para as agressões foi o filho não ter lhe dado “bom dia”.

De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e responsável pela investigação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, onde a família mora.

O menino estava internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre e morreu na noite de quarta-feira (8).

O próprio agressor levou o menino até o hospital de Viamão no domingo. Devido à gravidade dos ferimentos, o menino foi transferido para a capital.

Ao constatar as múltiplas lesões, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O norte-americano foi preso em flagrante no hospital. Na segunda-feira (6), durante audiência de custódia, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva.

A Polícia Civil informou que há registros em pelo menos outros dois estados brasileiros que indicam que três dos demais filhos do casal, de 5, 7 e 9 anos, também teriam sido vítimas de agressões semelhantes. A situação de um bebê de um ano ainda é apurada e, até o momento, não há confirmação de que ele tenha sofrido violência.

Por determinação do Conselho Tutelar, os outros quatro filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional. Além dos maus-tratos contra as crianças, a investigação apura possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do missionário. A polícia solicitou uma medida protetiva para a mulher.

Segundo as autoridades, a família vive no Brasil há nove anos e havia se mudado para Viamão há cerca de seis meses.

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