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Colesterol genético pode triplicar risco de infarto

Enquanto isso, a comunidade científica acompanha o desenvolvimento de novos medicamentos capazes de reduzir significativamente a Lp(a).
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A aprovação do primeiro comprimido para reduzir o colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”, nos Estados Unidos, reacendeu a atenção para outro tipo de gordura no sangue que preocupa especialistas: a lipoproteína(a), ou Lp(a). Diferentemente do LDL, esse marcador é determinado principalmente pela genética e pode aumentar em até três vezes o risco de infarto.

Segundo cardiologistas, a Lp(a) é pouco conhecida pela população e, durante muitos anos, foi pouco investigada porque não existiam tratamentos específicos para reduzi-la. Estima-se que cerca de 20% das pessoas tenham níveis elevados, muitas vezes sem apresentar sintomas ou sequer saber da condição.

Ao contrário do colesterol LDL, que pode ser controlado com alimentação, atividade física e medicamentos, a Lp(a) praticamente não sofre influência do estilo de vida. Cerca de 90% dos níveis dessa lipoproteína são definidos pela herança genética.

Além de aumentar o risco de infarto, a Lp(a) elevada também está associada à calcificação da válvula aórtica, problema que pode comprometer o funcionamento do coração, especialmente em idosos.

Recentemente, entidades médicas dos Estados Unidos passaram a recomendar que todos os adultos realizem pelo menos uma dosagem da Lp(a) ao longo da vida. O exame é simples, feito por meio de coleta de sangue, e normalmente precisa ser realizado apenas uma vez, já que os níveis permanecem estáveis durante a vida.

Mesmo sem um tratamento específico disponível atualmente, identificar uma Lp(a) elevada permite que médicos reforcem os cuidados com outros fatores de risco, como manter o colesterol LDL sob controle, controlar a pressão arterial, a glicemia, os triglicerídeos, além de adotar hábitos saudáveis.

Enquanto isso, a comunidade científica acompanha o desenvolvimento de novos medicamentos capazes de reduzir significativamente a Lp(a). Um dos mais promissores é o pelacarseno, aplicado por injeção mensal, que apresentou redução de cerca de 80% nos níveis da substância em estudos iniciais.

Pesquisas em andamento devem esclarecer, nos próximos meses, se essa redução também diminui a ocorrência de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Até que esses resultados sejam confirmados, especialistas reforçam que conhecer os níveis da Lp(a) pode ser uma ferramenta importante para avaliar o risco cardiovascular e adotar medidas preventivas.

Fonte: G1

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