Imagem Aleatória

Quando os filhos viram armas de vingança

Compartilhe

“Aquela seria a última vez que você veria suas filhas.”

A frase enviada por um homem à ex-companheira, horas antes de assassinar as próprias filhas, de 3 e 5 anos, em São Paulo, expõe uma das faces mais cruéis da violência contra a mulher.

Não foi apenas um crime contra duas crianças. Foi a transformação de vidas inocentes em instrumentos de vingança. É a chamada violência vicária: quando o agressor utiliza pessoas amadas, especialmente os filhos, para provocar na mulher uma dor psicológica permanente.

Não é amor ferido. Não é ciúme. Não é simplesmente um “momento de descontrole”. É violência, dominação e perversidade.

Diante dessa realidade, o Brasil avançou com a Lei nº 15.384/2026, que criou o crime de vicaricídio, previsto no artigo 121-B do Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de prisão e classificação como crime hediondo.

Mas nenhuma lei devolverá essas crianças às suas famílias.

Por isso, ameaças precisam ser levadas a sério. Medidas protetivas precisam funcionar. A rede de proteção precisa agir antes que a violência termine em tragédia.

Nenhum filho pode ser transformado em arma. Nenhuma mãe deveria carregar pelo resto da vida o luto provocado pela vingança de um agressor.

Você pode gostar

Ela havia sido detida na terça-feira (20), em Alexandria, após gravar vídeos com supostas insinuações sexuais em espaços públicos.
A plantação foi descoberta pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) em 25 de junho de 2026, em uma área isolada de aproximadamente três hectares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade