O avanço das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se uma das principais incógnitas para o governo federal diante das eleições de 2026. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal, como desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas a descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Dentro do governo, a preocupação está relacionada justamente à dimensão que o caso pode alcançar. Interlocutores avaliam que ainda não é possível medir eventuais impactos políticos, já que as investigações podem revelar novos elementos envolvendo Lulinha. Sem conhecer a extensão do caso, também seria difícil definir uma estratégia de comunicação.
A avaliação que circula nos bastidores é de que não há como estabelecer uma resposta política definitiva enquanto o próprio Lulinha não apresentar esclarecimentos sobre as suspeitas investigadas.
Ao mesmo tempo, outra disputa começa a ganhar espaço no cenário político: a possível mudança na composição do STF a partir de 2027. Pelo menos três cadeiras estão no horizonte, incluindo as dos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia e a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso. Outras duas aposentadorias também podem entrar no radar.
A eleição presidencial de 2026, portanto, poderá ocorrer em meio a uma possível transformação na composição e na correlação de forças dentro da Corte. A partir de 2027, Alexandre de Moraes deverá assumir a presidência do STF, enquanto diferentes grupos e alianças internas disputam espaço e influência.
Nesse contexto, processos de grande repercussão, como as investigações relacionadas ao INSS e a Lulinha, além dos casos envolvendo uma lobista ligada às apurações e o Banco Master, podem ganhar relevância tanto no ambiente jurídico quanto no debate político.
Assim, a eleição de 2026 poderá ter efeitos que vão além da escolha do próximo presidente da República. As decisões e mudanças que ocorrerem até lá também poderão influenciar a composição do STF e o cenário institucional brasileiro a partir de 2027.
Fonte: G1
