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Influencer apontado como integrante do CV é condenado a 24 anos por extorquir comerciantes da Beira-Mar

Em 19 de agosto de 2025, policiais localizaram PH em um hostel na Praia do Futuro. Conforme o processo, durante a abordagem, ele teria arremessado um objeto pela janela
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A Justiça do Ceará condenou Paulo Henrique Pereira Alves, conhecido como PH, a 24 anos e 22 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, por crimes de extorsão, tráfico de drogas e integração a organização criminosa.

Preso em agosto de 2025, PH foi apontado pelo Ministério Público do Ceará como integrante do Comando Vermelho (CV). Segundo a investigação, ele e um comparsa ameaçavam comerciantes que trabalhavam na região da Praia de Iracema e tentavam controlar o fornecimento de água de coco e outras bebidas na Beira-Mar.

De acordo com a acusação, os comerciantes eram obrigados a pagar valores à organização criminosa para continuar trabalhando. Eles também eram mantidos em um grupo de WhatsApp, onde recebiam ameaças e orientações.

Na sentença, os juízes da Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Ceará destacaram que a extorsão fazia parte de uma atuação organizada, com uso de grupos de mensagens, contatos telefônicos, divisão de tarefas e presença do acusado nos locais de comércio para reforçar as ameaças e demonstrar o domínio territorial da facção.

As investigações começaram após denúncias de comerciantes da região. Um dos primeiros suspeitos presos foi José Geraldo de Almeida Neto, conhecido como “Netão Marley”, apontado como responsável por ameaçar os trabalhadores. Segundo a Polícia Civil, ele confirmou que PH estaria envolvido nas ameaças.

Em 19 de agosto de 2025, policiais localizaram PH em um hostel na Praia do Futuro. Conforme o processo, durante a abordagem, ele teria arremessado um objeto pela janela, posteriormente identificado como um invólucro com substância semelhante à maconha. Dois celulares também foram apreendidos.

Ainda segundo os policiais, PH negou ser o responsável pelo número usado nas extorsões. Durante a abordagem, porém, um agente ligou para o telefone e o aparelho que estava com o suspeito tocou.

PH foi levado à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e autuado em flagrante.

A defesa de Paulo Henrique não foi localizada para comentar a condenação. Até o momento, não há decisão judicial sobre o processo envolvendo “Netão Marley”.

Fonte: Diário do Nordeste

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