mpx

Ceará registra quinto caso confirmado de Mpox em 2026

Estado contabiliza 65 notificações da doença neste ano; número de confirmações é o menor da série histórica recente.
Compartilhe

O Ceará confirmou o quinto caso de Mpox em 2026, conforme dados atualizados da plataforma IntegraSUS. O diagnóstico mais recente foi registrado em 23 de julho e envolve um homem com idade entre 30 e 39 anos.

De acordo com o balanço estadual, foram notificados 65 casos suspeitos da doença ao longo deste ano. Desse total, cinco foram confirmados laboratorialmente, enquanto 60 acabaram descartados. Atualmente, não há casos suspeitos em investigação no Estado. O primeiro caso confirmado de 2026 foi divulgado em março por meio do painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica. No entanto, os três primeiros registros ocorreram ainda durante o mês de fevereiro, enquanto o quarto caso foi identificado em março.

A Mpox é uma zoonose causada pelo vírus MPXV e pode ser transmitida entre animais e seres humanos. A infecção ocorre principalmente por contato direto com pessoas contaminadas, materiais infectados ou animais silvestres portadores do vírus. Segundo especialistas, a principal forma de transmissão acontece por meio do contato direto com lesões na pele, secreções corporais e exposição prolongada a gotículas respiratórias de pessoas infectadas.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios, fraqueza, aumento dos gânglios linfáticos e o surgimento de lesões cutâneas, consideradas a principal característica da doença. As lesões geralmente começam como pequenas bolhas e podem evoluir para úlceras. Os sintomas costumam durar entre duas e quatro semanas, exigindo acompanhamento médico e isolamento durante o período de transmissão.

Grávidas, crianças e pessoas imunodeprimidas apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença, que podem incluir pneumonia e inflamações no sistema nervoso. O pico de registros da Mpox no Ceará ocorreu em 2022, quando foram confirmados 429 casos. Desde então, os números vêm apresentando redução significativa.

No cenário atual, 2026 aparece como o ano com menor quantidade de casos confirmados desde o início do monitoramento da doença. Em todo o Brasil, a Mpox já provocou 16 mortes nos últimos quatro anos, sendo o último óbito registrado em abril de 2023. O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais, como testes moleculares e sequenciamento genético, a partir da coleta de material das lesões. As autoridades de saúde reforçam que a prevenção inclui evitar contato direto com lesões, adotar práticas de sexo seguro e manter isolamento imediato em caso de suspeita ou confirmação da doença.

Fonte: Diário do Nordeste

Você pode gostar

Crime teria ocorrido após o pai não concordar com o envolvimento do filho no tráfico de drogas da região.
A Polícia Civil informou que investiga a ocorrência de estelionato digital.
Mercado de trabalho cria 1 milhão de vagas em um trimestre, enquanto rendimento médio permanece praticamente estável.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade