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Desabamento de prédio em construção deixa cinco mortos e uma criança desaparecida em São Paulo

Bombeiros localizaram mais duas vítimas neste domingo; equipes trabalham com cautela nos escombros e ainda mantêm esperança de encontrar a criança com vida.
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Subiu para cinco o número de mortos no desabamento de um prédio em construção que atingiu uma residência na Penha, Zona Leste de São Paulo. As novas vítimas, um homem e uma mulher, foram localizadas pelos bombeiros na manhã deste domingo (13), durante o segundo dia de buscas.

Uma criança continua desaparecida e é procurada entre os escombros. Segundo o Corpo de Bombeiros, oito pessoas foram atingidas pelo desabamento. Além das cinco mortes, duas pessoas foram resgatadas com vida: uma criança de cinco anos e um homem adulto. A mulher encontrada neste domingo foi retirada dos destroços. Já o corpo do homem estava em uma área de difícil acesso e, por volta das 10h, as equipes ainda trabalhavam na retirada.

De acordo com o major Robson Mitsu, comandante do 3º Grupamento de Bombeiros, há indícios de que as duas vítimas localizadas neste domingo sejam um casal. A informação, no entanto, ainda depende de reconhecimento oficial.

Informações repassadas por familiares e por um dos moradores resgatados indicam que a mulher pode ser a mãe da criança que permanece desaparecida. Por isso, os bombeiros concentram parte dos esforços nas proximidades do local onde ela foi encontrada.Segundo o major, familiares relataram que a criança era muito apegada à mãe e costumava permanecer próxima dela. Com isso, existe a possibilidade de que ela esteja nas imediações do ponto onde a mulher foi localizada.

As buscas são realizadas de maneira cuidadosa. Parte dos escombros precisa ser retirada manualmente, já que o uso de máquinas pesadas poderia provocar novos deslocamentos da estrutura ou destruir possíveis bolsões de ar.Os bombeiros também trabalham para evitar um novo colapso. Concreto, tijolos, madeira, chapas metálicas e vergalhões ficaram misturados após a queda da estrutura, dificultando o acesso às vítimas.

O prédio, de 12 andares, desabou por volta das 2h de sábado (12), na Rua Tequici, atingindo uma casa vizinha. Inicialmente, as equipes concentraram as buscas nos quartos da residência, considerando que os moradores provavelmente estariam dormindo no momento da tragédia. Ao longo da operação, informações levantadas pelos bombeiros e indicações dos cães de busca levaram as equipes a ampliar a área de atuação. As duas novas vítimas foram encontradas em uma área utilizada para trabalho.

Segundo o major Robson Mitsu, a posição em que o homem foi localizado indica que ele poderia estar sentado diante de uma bancada quando ocorreu o desabamento. O espaço é estreito e impede a utilização de equipamentos maiores. Por isso, a retirada dos materiais ao redor da vítima ocorre principalmente de forma manual. Dois cães participam das buscas. Cerca de 100 profissionais, entre bombeiros, policiais militares, guardas civis metropolitanos, agentes da Defesa Civil e funcionários da Subprefeitura da Penha, atuam na operação.

Os trabalhos continuaram durante toda a madrugada. As equipes se revezaram para descansar e se alimentar, enquanto as buscas permaneceram em andamento. Entre as cinco pessoas mortas está uma mulher grávida. A criança de cinco anos e o homem adulto foram retirados dos escombros com vida.

A construção já havia sido alvo de fiscalizações e de medidas administrativas e judiciais por parte da Prefeitura de São Paulo. Segundo a administração municipal, o responsável pelo imóvel havia solicitado um alvará em 2019, mas o pedido foi indeferido. Após fiscalizações, multas e a interdição da obra, a Prefeitura ingressou na Justiça, em 2021, pedindo a demolição de uma construção irregular existente no terreno. Uma das multas aplicadas chegou a R$ 119 mil. A Justiça também concedeu uma liminar determinando a paralisação das obras.

Em 2022, um novo projeto foi apresentado e, em agosto de 2023, a Prefeitura emitiu um alvará para a execução da nova obra, condicionado à demolição da estrutura anterior. Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 apontou que a demolição havia sido cumprida, e o processo judicial acabou sendo extinto.

Fonte: globo.com

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