Uma mulher de 40 anos morreu após complicações associadas ao sarampo na Pensilvânia, nos Estados Unidos. O óbito, registrado no sábado (12), é o terceiro relacionado à doença no estado em 2026.
Segundo o legista do condado de Jefferson, Greg Furlong, a vítima morava em uma região rural localizada a aproximadamente 80 quilômetros de Pittsburgh. A identidade da mulher não foi divulgada, e as autoridades também não informaram se ela havia sido vacinada contra o sarampo.
A Pensilvânia enfrenta um aumento significativo de casos da doença. Até sexta-feira (11), o Departamento de Saúde estadual contabilizava 676 casos em 37 dos 67 condados. Desse total, 124 pessoas precisaram ser hospitalizadas. Apenas quatro dos casos registrados ocorreram em pessoas vacinadas.
Outras duas mortes envolveram bebês
As outras duas mortes relacionadas ao sarampo ocorreram em agosto e envolveram dois bebês.
Uma menina de seis semanas morreu após ser infectada pelo vírus. Segundo as autoridades, ela tinha uma condição genética rara que provocava alterações graves no desenvolvimento do cérebro e aumentava a vulnerabilidade a infecções.
O segundo caso envolveu um menino que morreu pouco depois do nascimento em decorrência de uma ruptura do baço. Embora também estivesse infectado pelo sarampo, o legista do condado de Lancaster informou que a doença não foi considerada responsável pela ruptura. O sarampo foi registrado como uma condição relevante presente no momento da morte.
Nenhum dos dois bebês tinha idade suficiente para receber a primeira dose da vacina contra o sarampo, normalmente aplicada por volta de 1 ano de idade nos Estados Unidos.
Dados estaduais ainda não aparecem nos registros do CDC
Apesar das três mortes informadas pelas autoridades da Pensilvânia, os registros nacionais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) ainda não contabilizavam, até domingo (13), mortes por sarampo no país em 2026.
De acordo com o CDC, o Centro Nacional de Estatísticas de Saúde ainda não havia registrado óbitos neste ano em que o sarampo aparecesse como causa básica da morte.
A divergência ocorre porque os registros estaduais e locais podem ser divulgados antes da consolidação das informações nos bancos nacionais de mortalidade.
Os casos anteriores também geraram divergências públicas entre o governo da Pensilvânia, liderado pelo democrata Josh Shapiro, e a administração do presidente Donald Trump sobre a classificação das mortes relacionadas ao sarampo.
Fonte: G1
