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Calistenia é tão eficaz quanto a musculação? Veja o que diz a ciência

Apesar de parecer uma prática voltada apenas para atletas, a calistenia consiste, basicamente, em utilizar o próprio peso corporal como resistência
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A calistenia vem conquistando cada vez mais espaço no mundo fitness, impulsionada pela popularização das redes sociais e pelo aumento das áreas de treinamento em parques e espaços públicos. A modalidade reúne exercícios conhecidos, como flexões, barras fixas, paralelas, agachamentos e afundos, além de movimentos avançados, como muscle-up, planche e alavanca frontal.

Apesar de parecer uma prática voltada apenas para atletas, a calistenia consiste, basicamente, em utilizar o próprio peso corporal como resistência. O termo tem origem nas palavras gregas kállos, que significa “beleza”, e sthenos, “força”. Na prática, o método pode ser adaptado para diferentes níveis de condicionamento físico.

Uma das principais vantagens é a acessibilidade. Não é necessário frequentar uma academia ou investir em equipamentos caros: os exercícios podem ser realizados em casa, em praças, parques ou praticamente qualquer lugar.

Recomendações recentes do American College of Sports Medicine (ACSM), baseadas na análise de 137 revisões sistemáticas com mais de 30 mil participantes, apontam que treinamentos utilizando o peso corporal e programas realizados em casa podem contribuir para o aumento da força e da capacidade física.

Estudos também indicam que exercícios como flexões podem produzir resultados semelhantes aos obtidos com exercícios tradicionais de musculação, desde que a dificuldade seja ajustada adequadamente. Isso acontece porque, para os músculos, o mais importante não é necessariamente de onde vem a resistência, mas se existe estímulo suficiente e progressivo.

Não é apenas fazer mais repetições

Na calistenia, a evolução não depende somente de aumentar o número de repetições. É possível tornar um exercício mais difícil modificando a posição do corpo, os pontos de apoio, a amplitude do movimento e a distribuição do peso.

Uma flexão, por exemplo, pode começar sendo feita contra uma parede, depois em uma superfície elevada e, posteriormente, no chão. A partir daí, podem ser introduzidas variações mais complexas.

Esse processo também exige cada vez mais controle corporal, equilíbrio, estabilidade do core e domínio da técnica. O praticante aprende gradualmente a identificar seus limites e escolher variações compatíveis com seu nível de força.

Por outro lado, essa é também uma das limitações da modalidade. Um exercício considerado simples para uma pessoa pode ser extremamente difícil para outra. Enquanto uma barra fixa pode servir apenas como aquecimento para alguém experiente, para um iniciante ela pode representar um grande desafio.

Por isso, treinar sem equipamentos não significa necessariamente treinar de forma fácil. Na calistenia, o próprio corpo pode representar uma carga bastante significativa e a progressão adequada é fundamental para obter resultados com segurança e eficiência.

Fonte: G1

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