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Condomínio em Fortaleza tem bloco evacuado por risco de afundamento no solo

Segundo o engenheiro estrutural Pablo Torres, o bloco evacuado apresenta a situação mais preocupante em relação aos problemas na superestrutura.
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Um dos blocos do condomínio Jardim Monte Castelo, localizado entre os bairros São Gerardo e Monte Castelo, em Fortaleza, foi evacuado na tarde da última terça-feira (13) após engenheiros identificarem problemas graves na estrutura do prédio. Ao todo, 16 apartamentos foram desocupados, afetando cerca de 60 moradores.

O residencial, construído na década de 1980, abriga aproximadamente 300 pessoas distribuídas em 10 blocos. O imóvel entrou em alerta após o registro de afundamentos no solo e rachaduras profundas, que levantaram preocupações sobre o risco de colapso da estrutura.

Segundo o engenheiro estrutural Pablo Torres, o bloco evacuado apresenta a situação mais preocupante em relação aos problemas na superestrutura. Uma nova vistoria está prevista para esta quinta-feira (15), na segunda torre do mesmo bloco, e poderá resultar em outra evacuação.

As obras emergenciais devem durar de seis a oito meses. Os trabalhos incluem o reforço das fundações e a recuperação de estruturas comprometidas. De acordo com a equipe de engenharia, os problemas estão relacionados, entre outros fatores, às condições do solo, que teria sido alagadiço e aterrado de maneira inadequada.

Entre os sinais identificados estão portas que não fecham corretamente, janelas com falhas de vedação, rachaduras em calçadas e paredes e pisos afundados em alguns apartamentos. O lençol freático estaria a aproximadamente 80 centímetros do piso do prédio, segundo o engenheiro responsável.

Atualmente, os moradores do bloco evacuado podem entrar nos apartamentos em dois horários, um pela manhã e outro à tarde, para retirar seus pertences. Ainda não há previsão de quando poderão retornar às residências com segurança. Os demais blocos continuam sem interdição, mas permanecem sob análise da equipe de engenharia.

A situação tem provocado medo e preocupação entre os moradores, especialmente entre famílias que vivem no condomínio há muitos anos. Uma residente relatou insegurança diante da possibilidade de novas evacuações e afirmou que os problemas estruturais já eram comentados há anos, mas que a gravidade da situação não era conhecida por todos.

Em nota, a Defesa Civil de Fortaleza informou que acompanha as análises e as intervenções no residencial. Segundo o órgão, um relatório emitido no início de outubro não apontou, naquele momento, fatores que exigissem interdição imediata, mas reforçou a necessidade urgente de medidas corretivas.

O caso reacende o alerta sobre a segurança estrutural de edifícios em Fortaleza, especialmente após episódios como o desabamento do Edifício Andrea, em 2019, que deixou nove mortos no bairro Dionísio Torres.

Fonte: Diário do Nordeste

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