Um professor de Educação Física da rede municipal de ensino de Santa Quitéria, na região Norte do Ceará, é alvo de investigação após ser denunciado pela mãe de uma aluna de 12 anos. Segundo o relato da mulher, o educador teria pedido uma foto à estudante durante uma conversa pelo Instagram. O caso ocorreu em 5 de setembro.
Procurado pela reportagem, o professor negou ter cometido qualquer irregularidade dessa natureza e afirmou que sempre prezou pela ética e pelo compromisso com a educação. Ele também declarou que, caso seja procurado pela Justiça, pretende provar sua inocência e processar pessoas que, segundo ele, tentam prejudicar sua imagem.
De acordo com a mãe da adolescente, a filha recebeu uma mensagem enviada por uma conta atribuída ao professor, na qual ele solicitava uma “foto só”. A estudante teria recusado o pedido e questionado a intenção do educador, mas não recebeu resposta, conforme documento ao qual a reportagem teve acesso.
Ao tomar conhecimento da conversa, a mãe orientou a filha a fazer uma captura de tela das mensagens e preservar o conteúdo. No dia seguinte ao feriado de 7 de setembro, ela iniciou uma série de procedimentos formais junto à coordenação e à direção da escola, além da Secretaria Municipal de Educação.
Na mesma tarde, a mulher registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia de Santa Quitéria. Segundo a Polícia Civil, pessoas já foram chamadas para prestar depoimento, mas a corporação não informou quantas. A mãe afirma que, até a publicação da reportagem, nem ela nem a filha haviam sido convocadas para prestar esclarecimentos. O caso também foi comunicado ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público do Ceará (MPCE).
A mãe relata que a Secretaria Municipal de Educação teria garantido o afastamento do professor durante o período de investigação. Segundo ela, entretanto, o educador teria continuado trabalhando na instituição, sendo retirado apenas da turma da filha.
A mulher afirma ainda que a permanência do professor na escola teria provocado constrangimento à adolescente. Conforme seu relato, o educador teria comentado o episódio em outra sala de aula, sem identificar nominalmente a estudante, mencionando uma aluna que teria enviado mensagens a ele e cuja mãe teria tomado providências após descobrir a situação. Segundo a mãe, o episódio teria contribuído para que a filha passasse a ser vista de maneira equivocada por outros estudantes, provocando angústia.
A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação para esclarecer a situação funcional do professor, as medidas adotadas e se houve afastamento das atividades. Até as informações apresentadas no relato, a pasta não havia esclarecido esses pontos.
Uma fonte informou, na sexta-feira (16), que o docente já não estaria na escola mencionada. A informação, contudo, não esclarece oficialmente se houve afastamento administrativo.
O nome do professor não foi divulgado, uma vez que ele permanece na condição de investigado. A apuração segue sob responsabilidade das autoridades competentes, e eventuais atualizações poderão ocorrer conforme o avanço do caso.
Fonte: Diário do Nordeste
