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De cada 10 castanhas de caju do Brasil, seis são cearenses

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A castanha de caju é o grande símbolo do campo cearense. O Ceará deve colher 90,7 mil toneladas em 2026, alta de 20,5% sobre 2025.

Como a safra brasileira deve alcançar 152,8 mil toneladas, cerca de 60% da produção nacional vem do Ceará. Ou seja, de cada 10 castanhas de caju colhidas no Brasil em 2026, seis serão cearenses.

Piauí (32,6 mil toneladas) e Rio Grande do Norte (20,2 mil) vêm bem atrás. A safra de 2026 recupera parte da quebra do ano passado, mas ainda fica abaixo das 102 mil toneladas de 2024.

O rendimento também melhorou, de 263 para 314 quilos por hectare, e parte do mérito é da renovação dos pomares com o cajueiro-anão, variedade mais produtiva desenvolvida pela Embrapa, que vem substituindo as árvores antigas. 

Os dados fazem parte da estimativa de setembro para a safra nacional, divulgada recentemente pelo IBGE, por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a LSPA. 

O QUE É A LSPA

A fonte é o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a LSPA, realizado pelo IBGE desde 1972. Todo mês, a rede de coleta do IBGE se reúne com técnicos de extensão rural, produtores, cooperativas e secretarias de agricultura para estimar quatro informações sobre as principais lavouras do País.

A área plantada, a área colhida, a produção e o rendimento médio, que é quanto se colhe por hectare. Vale explicar que o LSPA é uma previsão, e não uma contagem final. 

A SAFRA CEARENSE CRESCE 81%

A estimativa de setembro do IBGE também aponta 695 mil toneladas na produção agrícola grãos no Ceará, o que representa alta de 81%, o terceiro maior crescimento entre os estados. No Nordeste, o avanço foi de 9,6% e, no Brasil, de 2,4%.

O milho de primeira safra, principal grão do Estado, deve render 555 mil toneladas, quase o dobro de 2025, e o feijão de primeira safra, 91 mil toneladas, alta de 65%. O detalhe que o leitor precisa conhecer é que a área plantada nem cresceu. Ela até caiu, 2% no milho e 4% no feijão.

O que mudou foi o rendimento por hectare, que dobrou no milho, de 489 para 980 quilos, e passou de 167 para 286 quilos no feijão. 

Em volume, o ranking das lavouras cearenses em 2026 é o seguinte.

1. Mandioca, 883 mil toneladas (queda de 8%)
2. Milho (1ª safra), 555 mil toneladas (alta de 96%)
3. Cana-de-açúcar, 500 mil toneladas (queda de 12%)
4. Banana, 495 mil toneladas (estável)
5. Tomate, 212 mil toneladas (alta de 3%)
6. Feijão (1ª safra), 91 mil toneladas (alta de 65%)
7. Castanha-de-caju, 90,7 mil toneladas (alta de 20%)


Fonte: IBGE (LSPA, estimativa de setembro de 2026). Variação em relação à safra de 2025.

Por fim, a safra de 2026 é uma boa notícia para o interior cearense. Mais milho e feijão significam mais renda para o agricultor familiar, ração mais barata para a pecuária e a avicultura. Para 2027, devemos ter atenção máxima aos efeitos climáticos do El Niño.

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