O Google anunciou mudanças no acesso às suas ferramentas nas escolas. A partir de agora, instituições de ensino fundamental e médio poderão decidir individualmente quais serviços da empresa desejam utilizar, incluindo o Gemini, o NotebookLM e o mecanismo de busca.
A novidade é que todas as ferramentas ficarão desativadas por padrão, cabendo aos administradores escolares autorizar o funcionamento de cada uma. No entanto, escolas que optarem por não utilizar inteligência artificial também poderão perder o acesso à busca do Google, que está integrada à tecnologia.
A decisão ocorre após críticas de educadores, especialistas e pais sobre a presença da inteligência artificial no ambiente escolar, principalmente entre crianças e adolescentes.
O Google afirma que pretende dar mais autonomia às escolas e também promete aprimorar suas ferramentas de busca para incentivar o aprendizado, oferecendo orientações para a resolução de problemas em vez de simplesmente apresentar respostas prontas.
A medida, porém, provocou críticas nos Estados Unidos. Especialistas e representantes de organizações de defesa das crianças acusam a empresa de pressionar as instituições a adotarem inteligência artificial para continuarem utilizando seus serviços.
O debate envolve preocupações com a segurança dos estudantes, a privacidade, o desenvolvimento infantil e os possíveis impactos da IA no aprendizado e no pensamento crítico.
Fonte: G1
