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YouTube deleta Bolsonaro e aplica suspensão de uma semana

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Quem vê assim, acha que o presidente Bolsonaro viu uma casca de banana no outro lado da rua e a atravessou para enfrentar o escorregão. Com tanta coisa para tratar, e ele vai tocar no assunto das vacinas, sabendo que é sensível a todas as plataformas. Pegou um gancho de uma semana, pausa para reflexão, durante o jejum imposto.

Mas, cá para nós, o Facebook tem mesmo moral para censurar o presidente – ou quem quer que seja? Os arquivos da empresa do Zuckerberg, vazados por empregados da companhia, estão sendo publicados por um consórcio de veículos de comunicação internacional. Eles mostram que o Face foi conivente, com violência, limpeza étnica e muito discurso de ódio mundo afora.

A censura prévia é indicador de autoritarismo, e a liberdade de imprensa é o principal termômetro da democracia. Quanto mais livres os veículos de comunicação, mais democrática a sociedade. E seu inverso é ´muito verdadeiro. Quanto maior for o grau de despotismo, mais restrita é a mídia.

Fazer especulação com as vacinas, a maioria ainda no período experimental, pode ser nocivo para o combate à pandemia, que assolou o planeta. Principalmente quando o especulador é influente. Não parece o presente caso. Bolsonaro não se vacinou, e jamais falou bem dos imunizantes. No entanto, o Brasil é o país que mais avançou na vacinação, e não faltou injeção para ninguém.

As falas de Bolsonaro não impediram nem a compra, nem a distribuição das doses. Jamais faltou vacina. Nem no Ceará, onde o governador contratou 3 milhões de doses da Coronanva (e jamais vieram!) a pretexto de fazer frente a um possível atraso do Ministério da Saúde. Há mais de 2, 7 milhões em estoque. Se alguém não foi vacinado no Ceará, a culpa é da logística cearense.

Se Bolsonaro se calar, será forte candidato à reeleição, disse André Esteves, executivo do BTG, em áudio vazado. Não foi um conselho ao presidente, mas ele deveria tomar como tal.

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