A menos de dois meses das convenções, Capitão Wagner (UB) ainda não tem nomes fortes para compor sua chapa majoritária. Seja para vice, seja para o Senado. Nomes, até que não faltam, mas sem densidade eleitoral.
O partido de Wagner, União Brasil, lançou recentemente o empresário Ésio Sousa, marido da deputada estadual Fernanda Pessoa, que deve concorrer à Câmara dos Deputados. Bardawil, do PL, também se lançou, com apoio de Wagner. E disputa com mais dois dentro do seu próprio partido, vereador Inspetor Alberto e o pastor Francisco Fernandes. Mais um: Marcelo Mendes, do Avante.
VICE – Na primeira disputa ao governo do Ceará, Capitão Wagner desestimula, por enquanto, a indicação para seu companheiro de chapa. Por dois motivos. Quer atrair o PL, partido do presidente da República, com espaço de TV e dinheiro para a campanha, que ameaça lançar candidatura própria, como já anunciado pelo prefeito Acilon Gonçalves.
NA MOITA – Também aguarda as acomodações do lado adversário, cuja aliança está prestes a ruir. O PDT, que se debate para escolher o candidato, pode não contar com o PT. Os vermelhos vetam Roberto Cládio e apoiam Izolda, que conta com aval de Camilo. Ciro quer o contrário e consta que até já se atritou com o ex-governador.
CUCUIAS – Para se ter ideia de como o nervosismo tomou conta das discussões, o deputado federal José Airton Cirio disse que já está na hora de mandar a família Ferreira Gomes para as cucuias. Ele não é consenso dentro do PT, mas a ala de Luizianne Lins tem o mesmo desejo, mas ainda não vocalizou. Pelo menos, não publicamente.
PESQUISAS – O nervosismo tem um motivo. O desempenho de Wagner nas pesquisas, batendo todos os possíveis postulantes do grupo FG, que não morrem de amores por nenhum dos candidatos. Querem apenas o mais competitivo. E mais subserviente, of course. Figurino mais apropriado a Roberto Cláudio.
GANGORRA – Querem o mais competitivo, na visão deles, mas sem convencer os aliados. Nunca esteve tão difícil a vida dos FG. Ciro não consegue romper a barreira dos dois dígitos nas pesquisas nacionais. E ainda se descobriu sem relevância, perdendo até no Ceará. Mesmo em Sobral, não consegue vencer nem Bolsonaro.
NOIVA – Wagner começa a gerar expectativa de poder, passando a ser a noiva cobiçada, mais capaz de agregar apoio para enfrentar o projeto que domina o Ceará por décadas e que já apresenta fadiga de material. Com os ferozes ataques de Ciro a Lula, o projeto de poder no Ceará se esfarela. O risco é ficar sem mel nem cabaça.
