Último preso da Lava Jato, Sérgio Cabral deixa a cadeia após seis anos

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O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, deixou a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, no início da noite desta segunda-feira (18).

Agora, o político irá cumprir prisão domiciliar em um apartamento da família em Copacabana, na zona sul do Rio.

Sua saída ocorre após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o político poderia ser solto. Por 3 votos a 2, os magistrados entenderam que houve excesso no prazo na prisão preventiva do ex-governador, fato que levou à sua soltura.

O entendimento do Supremo ocorre em relação à prisão de Cabral na Operação Calculite, realizada em novembro de 2016 e que manteve o ex-governador no presídio desde então. Na ocasião, houve a acusação de um pagamento de R$ 2,7 milhões de propina por executivos da Andrade Gutierrez a Cabral por obras realizadas no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Pelo caso, o político foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão.

O ministro Gilmar Mendes concedeu o voto de desempate na última sexta-feira, 16. Após a data, a Corte emitiu um ofício À Justiça do Paraná para que a mesma pudesse requisitar a liberação do detento ao poder judiciário carioca.

No período em que esteve recluso, Cabral acumulou cinco mandados de prisão, com 37 ações penais, sendo duas sem relação com a Lava Jato e 24 condenações. Somadas, as penas ultrapassam os 400 anos de prisão.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as investigações dão conta de que haviam cerca de R$ 300 milhões em contas no exterior sendo usadas em nomes de laranjas, além de pedras preciosas e joias adquiridas através de lavagem de dinheiro e utilizadas por familiares.

Fonte: CNNBrasil

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