Americano é preso em São Paulo suspeito de crimes sexuais contra crianças após investigação iniciada no Rio

Preso mantinha dois canais na internet: em um, fazia apologia à agressão contra policiais; no outro, se apresentava como integrante do movimento “Passport Bro”, que incentiva homens estrangeiros a buscar relações sexuais em países considerados vulneráveis.
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Um cidadão norte-americano de 30 anos foi preso pela Polícia Civil em São Paulo, no bairro da Liberdade, após ser alvo de uma investigação que começou no Rio de Janeiro. Ele é suspeito de exploração sexual, favorecimento à exploração sexual de crianças e adolescentes e estupro de vulnerável. A prisão ocorreu nesta semana e foi resultado do cruzamento de informações entre autoridades dos dois estados.

A apuração começou após a atitude de um motorista de aplicativo que estranhou uma corrida realizada no dia 8 de dezembro, no Rio de Janeiro. O condutor relatou comportamento suspeito durante a viagem envolvendo duas meninas e comunicou o caso à plataforma, que acionou as autoridades. A partir daí, a polícia passou a monitorar o suspeito, que deixou o Rio e seguiu para São Paulo.

Segundo a investigação, o homem teria realizado diversas viagens entre os dias 8 e 19 de dezembro. Com ele, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, dispositivos de gravação e materiais que agora passam por perícia. A polícia trabalha com a possibilidade de que mais vítimas estejam envolvidas e investiga se havia apoio de outras pessoas.

O suspeito mantém presença ativa na internet e já tinha registros criminais anteriores nos Estados Unidos, conforme destacaram as autoridades. O consulado americano foi informado, mas não divulgou detalhes por questões legais.

A empresa de transporte por aplicativo afirmou que colaborou com as investigações desde o início e reforçou políticas de combate à exploração e tráfico de pessoas, anunciando novos treinamentos para motoristas. Organizações que atuam na proteção de crianças também destacaram a importância de denúncias em situações suspeitas.

A investigação continua para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão dos crimes.

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