Brasil deixa o Mapa da Fome com políticas integradas de combate à desnutrição

De acordo com o relatório da ONU, o Brasil conseguiu reduzir a desnutrição para menos de 2,5% da população
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O Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas, após dois anos de implementação de um conjunto robusto de políticas públicas. A avaliação é do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, que celebrou nesta segunda-feira o indicativo apresentado pela ONU durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares, realizada em Adis Abeba, na Etiópia.

O Mapa da Fome identifica países com níveis crônicos de insegurança alimentar. De acordo com o relatório da ONU, o Brasil conseguiu reduzir a desnutrição para menos de 2,5% da população, o que o retira do grupo de nações com índices alarmantes. O feito se deu dois anos antes da meta estabelecida, inicialmente prevista para 2026.

Segundo o ministro, o avanço se deve à execução do Plano Brasil sem Fome, que articulou mais de 80 ações em 24 ministérios. Entre as principais medidas estão o fortalecimento da agricultura familiar, a ampliação do acesso à alimentação escolar, a valorização do salário mínimo, o estímulo à geração de renda e um redesenho do cadastro social para alcançar quem mais precisa.

Wellington Dias destacou que o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional brasileiro desempenhou papel crucial na reversão do quadro crítico. O ministro fez um paralelo com o desempenho do SUS durante a pandemia, apontando que, assim como o sistema de saúde salvou vidas, a política alimentar do governo atual também teve impacto direto na sobrevivência de milhões de brasileiros.

A conquista é ainda mais simbólica por ser a segunda vez que o Brasil sai do Mapa da Fome — a primeira foi em 2014. Dias fez críticas ao governo anterior, que, segundo ele, desmontou programas sociais e contribuiu para o retrocesso registrado em 2021.

O ministro afirmou que, embora os resultados sejam expressivos, a missão está longe de terminar. Uma nova etapa do Plano Brasil sem Fome será lançada, com foco em busca ativa, cruzamento de dados e visitas domiciliares, para garantir que nenhuma família em situação de desnutrição fique fora do alcance das políticas públicas. Para Wellington Dias, soberania nacional passa pela justiça social e alimentar — e o Brasil está retomando esse caminho.

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