Brasil encerra COP30 com promessa de financiamnento mas sem consenso sobre combustíveis fósseis

Um dos principais acordos firmados nesta edição prevê o aumento do financiamento para nações pobres, embora o documento final não mencione os combustíveis fósseis.
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A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) foi encerrada na noite deste sábado (22) sem alcançar consenso sobre a permanência do uso de combustíveis fósseis — tema central para o enfrentamento do aquecimento global. Apesar da ausência de um acordo mais robusto, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou avanços considerados “modestos”, sendo aplaudida de pé por quase dois minutos ao final de seu discurso.

Em sua fala, Marina ressaltou a necessidade de persistência diante dos desafios globais. “Mesmo que aquelas versões de nós mesmos nos dissessem que não fomos tão longe quanto imaginávamos, seria necessário reconhecer que há algo fundamental: ainda estamos aqui”, afirmou, enfatizando o compromisso coletivo em superar divergências na luta contra a mudança do clima.

Um dos principais acordos firmados nesta edição prevê o aumento do financiamento para nações pobres, embora o documento final não mencione os combustíveis fósseis — principais responsáveis pelas emissões de CO₂. Para a ministra, apesar da frustração, a mobilização social em torno do tema fortalece a agenda climática.

Marina Silva também destacou avanços na valorização dos povos indígenas, comunidades tradicionais e populações afrodescendentes, reconhecendo seu papel essencial na preservação ambiental. Ela celebrou ainda o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, descrito como um mecanismo inovador de incentivo à conservação.

Outro ponto de progresso foi o compromisso dos países desenvolvidos em triplicar, até 2035, o financiamento do Mutirão Global, estratégia que amplia recursos para ações climáticas.

No encerramento, o presidente brasileiro da COP30, André Corrêa Lago, anunciou que o grupo terá quase um ano para desenvolver um plano de redução gradual do uso de combustíveis fósseis. Segundo ele, serão organizados estudos, reuniões e seminários para produzir um documento “substancial, equilibrado e imparcial”, capaz de oferecer uma nova visão sobre a economia global e sua dependência energética.

Fonte: Diário do Nordeste

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