Exames descartam abuso em criança encontrada em Bacabal; buscas por irmãos seguem intensas

Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros, em uma estrada a cerca de 100 metros do rio Mearim. A criança estava debilitada e sem roupas.
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O governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou na manhã desta terça-feira (13) que exames realizados em Anderson Kauan, de 8 anos, afastaram a suspeita de violência sexual. O menino havia desaparecido junto com os irmãos Ágatha Isabelle e Allan Michael, na zona rural de Bacabal, e foi localizado dias depois em uma área próxima ao rio Mearim.

Anderson foi encontrado no último dia 7 de janeiro por carroceiros, em uma estrada a cerca de 100 metros do rio. Ele estava debilitado e sem roupas, o que motivou a realização de exames médicos detalhados. Os laudos confirmaram que a criança não sofreu abuso sexual.

Enquanto Anderson permanece internado no Hospital Geral de Bacabal, em acompanhamento médico e multiprofissional, as buscas pelos irmãos mais novos continuam. Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos há dez dias, e ainda não há informações concretas sobre o paradeiro das crianças.

Durante as investigações, um homem foi detido um dia antes do resgate de Anderson, suspeito de tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos. Segundo a Polícia Civil, apesar de ele ser companheiro da avó de um dos meninos, a prisão não tem relação com o desaparecimento das crianças. O suspeito nega qualquer envolvimento no caso.

Após a localização de Anderson, roupas identificadas como pertencentes ao menino — um calção e uma sandália — foram encontradas em uma área de mata, reforçando a linha do tempo do deslocamento da criança durante o período em que esteve desaparecida.

Por ser diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ter passado por uma situação de forte estresse emocional, Anderson será ouvido apenas por profissionais especializados. Uma equipe do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), composta por psicólogos e assistentes sociais, está em Bacabal para conduzir a escuta especializada, conforme prevê a Lei da Escuta Protegida.

As buscas por Ágatha e Allan mobilizam uma grande força-tarefa, com apoio de equipes de resgate do Maranhão, do Exército e de voluntários. Mais de 600 pessoas participam das operações, que seguem de forma ininterrupta. As autoridades afirmam que os trabalhos continuarão até que as duas crianças sejam localizadas.

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