Justiça cita 19 postos de combustíveis em megaoperação contra PCC

Estabelecimentos ficam em Goiás e São Paulo. Receita Federal diz que cerca de 1 mil postos foram usados para lavar dinheiro da facção criminosa. Alguns são citados nominalmente em decisões judiciais que embasaram a Operação Carbono Oculto.
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A operação Carbono Oculto, considerada a maior já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), revelou o envolvimento de ao menos 19 postos de combustíveis em esquemas de lavagem de dinheiro ligados à facção criminosa. As empresas foram mencionadas em decisões da Justiça de São Paulo, com base em informações da Receita Federal.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava uma rede de mais de mil postos em todo o país para movimentar recursos ilícitos. O dinheiro proveniente do crime organizado era repassado por meio de pagamentos em espécie ou via maquininhas de cartão, retornando em seguida às contas controladas pela facção.

Entre os estabelecimentos citados, sete estão registrados em nome de Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Hussein Mourad, apontado como um dos líderes do esquema e considerado peça-chave na expansão patrimonial e na ocultação de capitais.

Outros postos foram atribuídos a pessoas ligadas diretamente ao grupo, entre eles Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza e Alexandre Motta de Souza, investigados por fraudes em bombas e adulteração de combustível; e Renan Cepeda Gonçalves, associado à Rede Boxter, empresa alvo da operação por suspeita de lavagem de dinheiro.

Também aparecem na lista nomes como Gustavo Nascimento de Oliveira, citado como laranja, e Ricardo Romano, acusado de atuar em movimentações financeiras para a facção. Um dos postos mencionados, localizado no bairro do Bixiga, em São Paulo, teria recebido metanol usado na adulteração de combustíveis.

Apesar das suspeitas, parte desses estabelecimentos seguia em funcionamento até a tarde de quinta-feira (28). Questionada sobre o motivo, a Receita Federal informou apenas que não comenta investigações em andamento.

A operação Carbono Oculto segue em curso e já é considerada um dos maiores golpes no esquema financeiro do PCC, que há anos se infiltra em setores econômicos formais para sustentar suas atividades criminosas.

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