MP denuncia Andrés Sanchez e diretor financeiro do Corinthians por três crimes

Promotor Cassio Conserino apontou gastos irregulares com cartão corporativo do ex-dirigente.
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O Ministério Público de São Paulo denunciou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e Roberto Gaviolli, atual gerente financeiro do clube, que também ocupava o cargo durante a gestão do ex-mandatário. O promotor Cássio Roberto Conserino anunciou o indiciamento por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e crime tributário.

Andrés presidiu o Corinthians em dois mandatos: de 2007 a 2011 e novamente de 2018 a 2020. O Ministério Público também solicitou a constituição de crédito tributário contra o ex-dirigente, por possíveis acréscimos patrimoniais ilícitos. Segundo o MP, o valor da apropriação indébita é estimado em R$ 480 mil, já considerando correção monetária e inflação.

A presente entrevista coletiva visa comunicar os senhores acerca de uma denúncia oferecida pelo MP/SP no dia de ontem contra Andrés Sánchez e Roberto Gavioli. Denuncia que versa sobre possíveis crimes de apropriação indébita agravada e continuada, falsidade de documento tributário e lavagem de dinheiro.

Há pedido de restritiva o de crédito tributário a pedido de Andrés, porque a denúncia resultou acréscimos patrimoniais ilícitos, em que não importa a fonte da origem para que seja tributado. São problemas de qualquer natureza, desde que precedido do prévio lançamento tributário. Trocando em miúdos, trata-se de denúncia com dois crimes antecedentes: apropriação indébita de cartão corporativo e de bens do SCCP, falsidade de documentos fiscais e tributáveis, lá frente possível crime de sonegação fiscal – disse o promotor.

Entre os gastos considerados incomuns pela investigação, estão compras no iTunes, abastecimentos em postos de combustível, duas aquisições na joalheria HStern, cujas notas fiscais foram emitidas em nome de Andrés Sanchez, embora o pagamento tenha sido feito com cartão corporativo do Corinthians, além de roupas na Brooksfield e atendimentos hospitalares sem identificação do paciente.

Roberto Gavioli tinha o dever jurídico de conferir as notas fiscais e a pertinência nos valores gastos e o que constava nas Notas Fiscais e faturas dos cartões de crédito, além de apresentar relatórios e prestar contas. E em interrogatório ele disse que não tinha a atribuição, mas era gerente financeiro. Portanto, o promotor entende que era atribuição e por isso o denunciou, explicou o promotor.

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