Mulheres indígenas denunciam impactos do garimpo e agrotóxicos em conferência nacional

Cinco ministras participaram da noite de abertura da conferência
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Após mais de 30 horas de viagem de ônibus, a anciã Pangroti Kayapó, 60, e sua neta Nhaikapep, 22, chegaram a Brasília (DF) para participar da 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, que começou nesta segunda-feira (4). Para elas, o encontro é um espaço para denunciar os danos provocados pelo garimpo ilegal nos rios e territórios da região de São Félix do Xingu (PA).

“Pedimos proteção para nós, para o nosso ambiente e nossa cultura”, afirmou Pangroti, por meio da neta, que traduziu sua fala do idioma originário.

O evento reúne cerca de 5 mil mulheres indígenas de todo o país e antecede a IV Marcha das Mulheres Indígenas. Durante a abertura, ministras como Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Marina Silva (Meio Ambiente) e Margareth Menezes (Cultura) destacaram a importância de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres indígenas e criticaram projetos que enfraquecem o licenciamento ambiental.

A ministra Marina Silva alertou para os efeitos das mudanças climáticas e lembrou que “as que menos destruíram são as mais prejudicadas”, em referência às indígenas. Já Sônia Guajajara defendeu a criação de um grupo interministerial para desenvolver ações de proteção às mulheres.

Vindas de várias partes do país, as participantes relataram os impactos dos agrotóxicos, da violência e da perda de território. “Está difícil plantar como antes. Viemos para contar nossas histórias”, afirmou Soraya Kaingang, da Aldeia Apucaraninha (PR), que participou do evento com seus filhos.

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