A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Multiplus, com o objetivo de combater o armazenamento, comercialização e compartilhamento de material com cenas de abuso sexual contra crianças e adolescentes. A ação ocorreu simultaneamente em quatro estados: Rio de Janeiro, Paraná, Maranhão e Mato Grosso, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Nova Iguaçu, Londrina, Imperatriz e Cuiabá.
Em Londrina, um dos alvos foi preso em flagrante por armazenar arquivos com conteúdo de exploração sexual infantojuvenil em dispositivos eletrônicos. O suspeito foi conduzido à Delegacia da PF e responderá criminalmente pela posse do material. Segundo a investigação, ele seria consumidor de mídias vendidas por um grupo que atuava pela internet.
De acordo com a Polícia Federal, o principal investigado, localizado em Nova Iguaçu, atuava na comercialização dos vídeos e imagens ilegais em parceria com outro homem preso anteriormente na Bahia, durante a Operação Proteção Integral II, em maio deste ano. Os demais alvos da operação são consumidores do conteúdo produzido e distribuído pela dupla.
O delegado federal Giuliano Cucco, responsável pelo caso, destacou que a posse desse tipo de material, além de ser crime, representa um risco maior à sociedade. “Estudos e a experiência policial indicam que essas pessoas, além de armazenar tais arquivos, tendem a progredir criminosamente e, se tiverem oportunidade de abusar de uma criança ou adolescente, não hesitarão em fazê-lo”, afirmou. Ele defendeu o envolvimento ativo da sociedade e das autoridades no combate contínuo a esse tipo de prática.
As investigações que culminaram na Operação Multiplus foram iniciadas a partir de relatórios enviados à PF pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), organização americana dedicada à proteção de menores. As informações foram repassadas à corporação por meio de acordos internacionais de cooperação.
A operação se insere no compromisso assumido pelo Brasil ao assinar a Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece a responsabilidade dos países signatários na proteção integral de crianças e adolescentes contra qualquer forma de abuso ou exploração sexual.
