Recém-nascido sofre lesão na mão em hospital de Acopiara

Caso gerou indignação nas redes sociais após familiares denunciarem falhas no atendimento. Prefeitura afirma que complicação é reconhecida na prática médica e que assistência está sendo prestada.
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Um bebê recém-nascido apresentou uma lesão arroxeada na mão direita, com sinais de necrose leve, após complicações relacionadas ao acesso venoso por onde vinha recebendo medicamentos em um hospital público de Acopiara, no interior do Ceará. O caso ocorreu na Maternidade do Hospital Padre Crisares Sampaio Couto e foi denunciado pela família da criança, que alegou falhas nas condições de tratamento.

Segundo os familiares, o menino nasceu por meio de uma cesariana de emergência no dia 12 de agosto, apresentando um quadro de infecção neonatal e dificuldades respiratórias logo após o parto. Diante da gravidade, foi encaminhado para cuidados intensivos no berçário, onde recebeu oxigênio, antibióticos, hidratação e glicose.

Mãe percebeu mudança na mão da criança

Na sexta-feira (15), durante um momento de amamentação, a mãe da criança notou um pequeno arroxeado na mão do filho, mas imaginou que fosse consequência do acesso venoso. No entanto, ao reencontrar o bebê três dias depois, na segunda-feira (18), observou que o ferimento havia se agravado consideravelmente.

“Estava assim uma bolha com tudo preto, e um pontinho onde provavelmente estava o acesso. Aí pediram para eu comprar uma pomada. Quando foi ontem, mandaram ele só com a luvinha, sem curativo. Quando tirei a luvinha, vi que [o ferimento] tinha piorado e muito”, relatou a mãe à imprensa local.

Segundo ela, a pele da mão apresentava um aspecto murcho, arroxeado e com descamação. A imagem do ferimento repercutiu nas redes sociais e gerou grande comoção.

O que diz o hospital

Em nota, a diretora do hospital, Marly Gonçalves, confirmou que houve um extravasamento da medicação intravenosa, o que provocou uma flebite — inflamação na veia — levando ao quadro de necrose superficial na pele.

“A pele da criança, naturalmente mais sensível, apresentou esse tipo de reação. Já iniciamos o tratamento com nossa estomoterapeuta, usando a pomada ideal para o desbridamento. Vai demorar um pouco, mas cicatriza normalmente, sem maiores impactos para a vida do bebê”, garantiu a diretora.

Prefeitura se posiciona

A Prefeitura de Acopiara, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, também se pronunciou sobre o caso. Em nota oficial, a administração destacou que a equipe da maternidade agiu de forma “responsável e imediata”, adotando medidas com base em protocolos técnicos atualizados.

“Apesar de todos os cuidados técnicos e de segurança, esse tipo de intercorrência é uma complicação reconhecida na prática médica”, diz o comunicado.

A gestão municipal ainda afirmou que o hospital está garantindo acompanhamento integral da evolução clínica da criança, além de prestar todo o suporte necessário à família.

Família cobra explicações

Apesar do acompanhamento médico, os pais da criança seguem preocupados com possíveis sequelas permanentes. A mãe relatou que foi informada sobre o tratamento de desbridamento e que o bebê pode ficar com uma pequena cicatriz.

“Eu só quero saber se a mão do meu filho vai ficar normal”, desabafou a mãe, que ainda avalia se levará o caso às autoridades policiais.

Por enquanto, o foco da família permanece na recuperação da saúde do recém-nascido, que segue em tratamento no hospital.

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