A iniciativa é resultado de uma sequência de reuniões entre representantes do Governo Federal e dos estados, nas últimas semanas.
O Senado pode votar, nesta segunda semana de junho, o projeto de lei complementar que fixa em 17% o ICMS sobre os combustíveis, a energia elétrica, serviços de telecomunicação, que engloba internet e TVs a cabo, e transporte coletivo. Secretários de Fazenda avançaram, nesse último final de semana, em uma proposta a ser apresentada aos senadores para excluir a gasolina e a energia elétrica das alterações no ICMS.
A expectativa é que, e, breve, o relator do projeto, senador Fernando Berra, apresente o relatório com o parecer sobre o texto a ser apreciado pelo Plenário. O Projeto, que já passou pela Câmara Federal, gera rejeição dos governos estaduais e municipais.

A Secretária de Fazenda do Ceará, Fernanda Pacobahyba, revela que, se aprovado o texto oriundo da Câmara dos Deputados, o Estado perderá, em um ano, entre R$ 3,2 bilhões e 4 bilhões. “As perdas se estendem, também, aos demais estados, sendo que, da receita com o ICMS, 25% são destinados às prefeituras”, afirma Pacobahyba.
O conflito de interesse levou os líderes do governo e os representantes dos estados a intensificarem, nesse final de semana, as negociações para um projeto que garanta aos estados, a compensação pelas eventuais perdas de receita com as mudanças nas regras do ICMS. O presidente Jair Bolsonaro já se antecipou que, qualquer projeto aprovado atribuindo ao Governo Federal a responsabilizar para cobrir perdas de receitas dos Estados, receberá veto.
