Entre os dias 1º de agosto e 4 de setembro, uma ofensiva policial no Ceará prendeu 501 suspeitos de crimes relacionados à violência contra a mulher. O balanço da operação “Shamar” foi divulgado nesta segunda-feira (8) pela Secretaria da Segurança Pública.
Além das prisões, os agentes apreenderam 50 armas de fogo e cerca de 200 munições em Fortaleza e em cidades do interior do estado. De acordo com a Polícia Civil, o número de capturas representa um crescimento de 52% em relação ao mesmo período do ano passado.
O delegado Harley Filho, da Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol), destacou que o resultado é fruto da atuação conjunta entre Ministério da Justiça, Polícia Civil, Polícia Militar e Perícia Forense. Segundo ele, as ações da operação se sustentam em três frentes: educativas, repressivas e preventivas.
As medidas incluem desde palestras e campanhas de conscientização até investigações aprofundadas que resultaram no cumprimento de mandados judiciais, além do reforço de patrulhamento em pontos estratégicos.
Um dos pontos inovadores da operação foi a coleta de DNA dos suspeitos detidos, que será utilizado para fortalecer provas em investigações criminais. O material genético será comparado com o banco de dados da perícia, podendo comprovar a autoria de crimes de forma objetiva.
Harley Filho afirmou que a polícia seguirá com a missão de capturar foragidos e atuar em situações de flagrante:
— A ideia é que esse tipo de ação não fique restrita a uma data ou operação específica, mas se mantenha de forma contínua ao longo do ano — ressaltou o delegado.
