O mês de setembro é dedicado à conscientização sobre o câncer infantojuvenil, por meio da campanha Setembro Dourado, que busca alertar a sociedade para a importância do diagnóstico precoce. No Ceará, o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), em Fortaleza, é referência no atendimento de crianças e adolescentes com a doença.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer, embora não seja frequente nessa faixa etária, é a principal causa de morte por doença entre pacientes de 1 a 19 anos no Brasil. Quando identificado precocemente, as chances de cura podem chegar a 80%.
No Centro Pediátrico do Câncer (CPC) do Hias, o modelo de atendimento segue a lógica da “porta aberta”, garantindo acolhimento imediato a pacientes encaminhados por profissionais de saúde da rede pública e privada. Os tipos mais comuns de tumores diagnosticados são leucemias, linfomas e tumores do sistema nervoso central. Apenas nos seis primeiros meses de 2025, foram confirmados 102 novos casos.
A oncologista pediatra Patricia Narelly alerta para sintomas que podem se confundir com doenças comuns da infância, como febre persistente, palidez, manchas roxas sem explicação, caroços no corpo, perda de peso, vômitos matinais e dores ósseas intensas.
Além da tecnologia disponível, o Hias valoriza o cuidado humanizado. Para a médica, o suporte emocional é fundamental: “As crianças respondem melhor ao tratamento, mas precisam se sentir acolhidas em cada etapa”.
Histórias como a de Miguel, 13 anos, em tratamento contra osteossarcoma, exemplificam a força desses pacientes. Após passar por amputação, ele segue ativo: “Ainda jogo bola, solto pipa e vivo minha vida do meu jeito”, afirma. Sua mãe, Marta Costa, ressalta o acolhimento: “Aqui encontramos apoio verdadeiro”.
Durante setembro, o Hias e a Associação Peter Pan (APP) organizam uma série de ações educativas e mobilizações em universidades, shoppings e espaços públicos. A programação inclui palestras sobre diagnóstico precoce, campanhas de alerta para o retinoblastoma, além de caminhadas e eventos que buscam ampliar o engajamento social na luta contra o câncer infantojuvenil.
