Mais de 125 mil empregos poderão ser afetados no Ceará devido ao tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelo presidente norte americano Donald Trump. A medida que poderá entrar em vigor já na próxima semana, dia primeiro de agosto, caso não haja acordo entre os dois países. Com a cobrança de 50% de tarifa sobre os produtos brasileiros que entrarem em solo americano, o temor dos empresários brasileiros só cresce, e consequentemente a corda vai quebrar no lado mais fraco, os empregados.
De acordo com os representantes setoriais, mais de 125 mil trabalhadores poderão ser afetados no Estado, principalmente em três segmentos, siderurgia, setor calçadista e setor de pesca.
O setor de siderurgia já superou R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre de 2025, e caso seja mantido esse percentual de tarifa, o setor deverá buscar outros mercados alternativos para exportar aço, alumínio e outros produtos manufaturados. O setor gera cerca de 25 mil empregos diretos.
O setor de produção calçadista que gera cerca de 69 mil empregos diretos no Estado, já enviou mais de R$ 100 milhões em pares de sapatos aos EUA, e teve uma alta de 6% nas vendas nos primeiros semestres de 2025. De acordo com a Associação Brasileira das Industrias de Calçados (Abicalçados), a tarifa de 50% deve interromper a alta nas exportações. O município de Sobral onde tem um grande polo industrial calçadista pode ser afetada diretamente com a ação do governo norte americano.
O outro setor que cresce a preocupação é o setor de pesca, principalmente a indústria de peixes e de lagostas. As principais empresas estão em Fortaleza, Icapuí, Aracati, Acaraú e Camocim. O setor emprega mais de 20 mil pescadores, além de mais 11 mil empregos indiretos.
Fonte : Diário do Nordeste
