A dilapidação da moral e da ética

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O modelo social em que as pessoas acreditavam umas nas outras; em que um bigode era mais que um amontoado de cabelos sob o nariz; em que a palavra não precisava de documentos; em que a honra se sobrepunha a interesses, e as promessas não careciam de testemunhas, está se extinguindo. É certo que ainda existem exceções que, por não integrarem o bloco da canalhice são xingadas de otários.

A desonestidade, infelizmente, se transformou em epidemia que corrói o caráter das pessoas, que contamina o sangue, a mente e todos os demais valores trazidos de gerações de seres tementes a Deus e que respeitavam diretrizes, leis e mandamentos. As pessoas acreditavam nos amigos, seguiam regras, bons costumes, etiquetas, e honravam o seu nome e o clã de origem.

Os princípios da honestidade e o zelo pela honra se faziam presentes nos mais diversos nichos social, empresarial e de serviços. Existia profissionais em todas as áreas primando pela qualidade dos serviços contratados. Os serviços contratados atendiam às exigências do contratante, fosse na qualidade, no prazo ou no preço.

A forma como a maioria das pessoas se comporta na atualidade confirma o estado de falência dos ambientes social e profissional, em que já não há compromisso com a ética ou espaço para a moralidade, mas ambição, corrupção, roubalheira, desrespeito e desamor. Esse novo cenário é nada mais do que o reflexo da degradação humana, em que o homem trilha os caminhos tortuosos de sua própria extinção.

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