A ilusão de morrer pela pátria

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A Rússia está convocando jovens de ambos sexos, para ingressarem nas forças armadas, passando a compor tropas de combate, a exemplo das que estão em ação no confronto com a Ucrânia. Dentre as muitas razões que justificam tal necessidade, a mais preocupante diz respeito às baixas no número de soldados russos.

A convocação é feita sobre fortes ameaças, diferente de quando as pessoas se alistavam no serviço militar para defenderem a pátria amada. No Caso da Rússia, cai bem o termo ‘pátria armada’. Diferente do passado, os jovens de hoje são adeptos da paz, por entenderem que a guerra é a mais ridícula de todas as ações humanas, indo de encontro ao sentimento da fraternidade comum entre os povos.

As convocações, que outrora eram recebidas com orgulho pelas famílias que cediam seus filhos à defesa da honra dos seus países, hoje é tida como uma destruição de sonhos e projetos de uma juventude que não vê arriscar a vida por causas políticas, econômicas e, muitas das vezes, por ambições desmedidas de quem deseja o poder para poder, mandar e destruir.

O serviço militar, por mais importante que pareça, não deveria existir, especialmente nos países ditos democráticos, pois ele é imposto sob penas de severas retaliações aos oponentes. Os jovens que rejeitam tal convocação, principalmente em tempos de guerra, passam a viver sem os direitos garantidos à cidadania. Para os comandantes, uma morte é somente uma baixa, enquanto que para a família do combatente é uma perda sem reparação.

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