A ilusão do voto

Compartilhe

Mal o ano começou, e a política já está entranhada na mente do povo, como semente que germina em tempos de chuva. O brasileiro é um viciado político que não consegue, ou sequer tenta, se livrar do vício de votar. Mesmo estando envelhecido e imutável, o processo eleitoral continua imprestável e desumano.
Se para alguns o período eleitoral é um “saco”, muitos o esperam como um anestésico para o dente que dói incessantemente. A troca de favores, o comércio ilícito do voto, a negligência da justiça e o partidarismo da paixão fazem da política uma “coisa” escandalosa, nojenta e sem efeitos positivos, a não ser para os eleitos.
O analfabetismo político é algo espantoso e contagiante, capaz de atingir a todas as classes menos letradas e grande parte dos doutos que, assim como os ignorantes, encaram eleições como oportunidade de negócios, e o partidarismo como religião. Isto faz com que as chances de crescimento e desenvolvimento dos setores progressistas, bem como do evolutivo não se concretizem.
O brasileiro, em grande parte, enxerga a política como uma copa de futebol, com a diferença de que ele torce na esperança de participar da renda do jogo, e não pela beleza do espetáculo que em cada partida e no recebimento do troféu de vencedor. O voto inconsciente, interesseiro e sem propósito, é tal qual um tiro no peito de uma nação sonhadora. Rezemos pelo fim do voto idiotizado e a chegada dos concursos de gestão.

Você pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade