O serviço social brasileiro, infelizmente, não alcança aos milhares de moradores de rua, favelados, crianças desamparadas, velhos, dentre outros seres de diversas classes que compõem o lado miserável do País. A desigualdade social, assim como câncer e outras doenças de difícil tratamento, dificilmente será solucionada, já que se trata de uma guerra sem soldados.
O mundo, desde o seu princípio, ignora tal questão, por entender que se todas as pessoas vivessem em condições iguais, não haveria trabalhadores na cidade ou no campo, apenas patrões sem necessidade de trabalhar para manter a si e aos seus. Essa teoria é bastante lógica, ao ponto de não deixar espaço para questionamentos. No entanto, quando alguém clama por igualdade é por não poder desfrutar dos mesmos direitos e regalias que são ofertados aos de maior posse.
Há um disparate injustificável quanto à distribuição de renda. Na verdade, essa é ação pouco notada em países com superpopulação. Há nesse contexto um contraste irreparável, não sendo jamais tema de discussão em assembleias que tratam dos direitos humanos. Ao contrário de ter participação na renda que o país obtém por esforço se seus trabalhadores e produtores, o que os governantes lhes dão em troca são altas cargas de impostos, o que os distancia ainda mais do status social. Vale lembrar que o dinheiro dos impostos dificilmente é revertido em obras e eventos que promovam o bem-estar geral do povo.
