O governo perdeu a batalha pela “MP da Taxação”, mas já prometeu a retaliação: contra os deputados, na forma de corte de emendas parlamentares; e, especialmente, contra a sociedade, com a ameaça de outras elevações de impostos – inclusive com novo aumento de alíquotas no IOF, agora que o ministro Alexandre de Moraes permitiu que Lula use um imposto regulatório com finalidades arrecadatórias.
A prática, a bem da verdade, não surpreende, pois o Brasil, neste terceiro mandato de Lula, tem vivido um ciclo negativo e maléfico do qual tem sido impossível escapar: mais impostos; mais intervenção governamental na vida das pessoas e das empresas; e menos liberdades políticas, econômicas e individuais.
O avanço sistemático sobre o patrimônio, a renda e as propriedades de pessoas e empresas, principalmente por meio de aumento da tributação e redução da liberdade econômica de trabalhadores e empresas, é um processo destinado a aumentar o confisco de propriedade e renda em suas várias formas.
A história dos programas e da ação política do PT e seus líderes denota que os atores dessa linha de ação nunca conseguiram entender que a proteção da propriedade privada não existe por amor aos proprietários, mas para preservar um dos principais direitos individuais das sociedades livres: o direito da pessoa de apropriar-se livremente dos frutos de seu trabalho. Ela não se justifica apenas pelo direito de apropriação dos resultados do próprio trabalho, mas também porque a história tem demonstrado, sobretudo nos últimos 400 anos.
