Metanol: o grande vilão dos consumidores de bebidas

Compartilhe

A cada cinco dias, uma fábrica clandestina é interditada no Brasil, e a cada dois minutos uma garrafa de bebida adulterada é retirada do mercado, de acordo com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). E essa é somente a parte visível do iceberg.

A entidade estima que 36% das bebidas destiladas vendidas em todo o país são falsificadas, adulteradas ou contrabandeadas. Um volume gigantesco se pensarmos que, somente no mercado formal de cachaça, o Brasil produz 226 milhões de litros por ano, segundo o Ministério da Agricultura.

Levantamentos da Organização Mundial de Saúde indicam que o brasileiro bebe por ano, em média, o equivalente a 7,7 L de álcool puro (ou seja, considerando apenas a parte do teor alcoólico de cada bebida), o que corresponde a duas doses de destilados ou duas garrafas de cerveja por dia. Outro estudo, do Observatório de Saúde Pública, mostra que 22,1% dos adultos consomem bebidas alcoólicas cinco vezes ou mais por semana.

Essa é apenas uma entre tantas outras atividades ilegais do país que gosta de levar vantagem em tudo, não se importando com a vida das pessoas. É essa ganância desmedida que está levando a humanidade ao descrédito, destruindo mercados e ceifando vidas. A adição de Metanol às bebidas não parece ter sido uma ideia inteligente, apesar de diabólica, uma vez que o produto dizima ou simplesmente afasta a clientela, que não tem mais confiança nos produtos que consome e acaba optando pela abstinência.

Você pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *