Algumas manobras no Legislativo demonstram que, ao contrário do que se imaginava, poder havia se rendido ou se acovardado ao Judiciário, que se arvorou de supremo e se sobrepôs aos demais poderes, dando provas da fraqueza dos governos. Há quem o diga que o posicionamento do ministro Alexandre de Moraes é o de salvaguardar os princípios constitucionais, isto porque os demais poderes perderam a postura e se desviaram de suas verdadeiras funções.
O que fica evidente nesse cenário é que o Supremo Tribunal Federal resolveu se apropriar da Nação, e o fez de maneira categórica ante o olhar embaçado das demais instâncias de poder, incluindo o das Forças Armadas. Tal intromissão vem desde então gerando desconforto nos poderes, especialmente no Executivo, que age como mero expectador do caos.
O Brasil vive um momento inusitado, desde quando o eleitorado se dividiu em facções e passou a encarar a política como uma guerra. Um dos aspectos mais assustadores de toda essa celeuma é a falta da ordem e o comprometimento do progresso. Some-se a isto, problemas nas relações internacionais, onde o Brasil tem se posicionado de forma diferente da tradicional, ou seja, um sistema que nos assegurava a paz e a união entre os parceiros.
Atualmente, não dá para se prever o grau de consequências que essas posturas ousadas poderão acarretar. Por mais que tentemos sustentar à tese da soberania, ostentar pode ser um gesto danoso para a nossa economia, começando pelo risco da perda de mercados.
