O Ceará e sua política confusa

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O cenário que se desenha para as eleições do próximo ano, no Ceará, está cada dia mais enigmático. Virou um quebra-cabeça dos mais desafiadores, isto no aspecto das alianças, que permanecem indefinidas. Há dúvidas demais, desconfianças de sobra, falsidade e outros ingredientes que compõem o bolo a ser oferecido ao eleitorado com a Coca-Cola do Tasso e outros mimos das alas partidárias.

Há muita admiração de partidários, de cronistas políticos e, mais ainda do eleitorado, quanto à composição das chapas. Com a escassez de nomes de relevância, as lideranças estão se valando da alquimia, da reciclagem e até de transformismo, visando à formatação de nomes em condições de não fazer feio no dia da votação.

O momento é buscar apoio até nas catacumbas, abraçar inimigos, riscar as mágoas, as caras feias, os palavreados atrevidos e partir para o abraço, como se tudo fosse a primeira vez. Este é um aspecto salutar da política: refazer amizades, esquecer mimimis e colocar o Estado à frente das decisões. Elmano não pode ser listado entre os piores. O que lhe falta é embasamento e poder de decisão. Não foi preparado para governar. Ele, assim como muitos outros governadores e parlamentares nem imaginava ser eleito. Já o Ciro, apesar de se vender como competente e salvador da pátria, tem um discurso manjado e pouco confiável. Fala muito e entrega pouco.

O Ceará está balançando que nem cipó ao vento. O que se espera dos projetos futuros é o fortalecimento dos setores produtivos, coragem para lutar contra os ilícitos e colocar o Ceará de novo nos trilhos.

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