O poder dos poderes

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O Brasil precisa, mais que breve, criar um novo mecanismo para promover a segurança das pessoas. Os órgãos policiais, suas especialidades e táticas há muito foram superados ou sufocados pelo crime organizado. O lado do mal está em dia com a modernidade letal, dispondo de armas sofisticas, farta munição e pessoal qualificado.

Finalmente, os governos federais e estaduais estão sentindo os efeitos do mal que eles sempre deixaram em segundo plano. As cobrinhas lá do começo agora são serpentes difíceis de serem mortas e, mesmo que fosse diferente, seus venenos já estão inoculados em uma grande parcela da população e não há mais como retroceder.

O narcotráfico virou comércio rentável, consolidado e repleto de oportunidades para quem perdeu o sentido pela vida. Sua organização, seu poderio de ataque e seu poder de persuasão são invejáveis. Por mais que as autoridades relutem em não aceitar o domínio, suas ações são pífias diante dos comandos. Há que se reconhecer que o poder de mando foi desmembrado e, portanto, deve ser encarado como tal. Pelo andar da carroça, já se pode admitir que logo mais haverá não mais ações de combate, mas mesas de negociações, como acontece com os demais poderes.

As facções se empoderam não por que são imbatíveis, mas sim porque não há interesse em combate-las, isto para evitar-se um maior derramamento de sangue. As brigas por territórios, a matança desenfreada, principalmente de jovens, aponta para um problema de maior gravidade: a tomada dos poderes constituídos, de forma legal, já que estes já foram dominados de forma ilegal.

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