Como se já não nos bastassem as conspirações sobre o final dos tempos, com asteroides gigantes vindo de encontro à Terra; invasão de alienígenas; apocalipse nuclear; dominação geral por parte das facções, dentre muitos outros eventos que explodem nas redes sociais e que levam o nosso juízo à rotação máxima, temos ainda que encarar o suspense das desavenças entre o STF e o presidente norte-americano Donald Trump.
Pela primeira vez na história deste País vivemos um estado de quase ruptura com o maior poder do Planeta, que poderá ser fatal para a nossa economia. Do lado do Brasil está o Judiciário comandado por um soberano ministro, arvorado pelo poder e devorado pela insignificância que detém diante do seu quase rival. Sabemos que um rompimento com o Estados Unidos não trará nenhum tipo de vantagem para o Brasil.
Uma relação saudável de mais de 200 anos não pode ser deixada para trás, principalmente quando estamos com ameaças de significativas mudanças globais. Infelizmente, o Brasil não está se comportando como da forma correta. O que aqui se chama de soberania ao restante do mundo cheira a tirania.
O papel que o ministro Alexandre de Moraes assume, e que está sendo respaldado pelos três poderes nacionais, poderá não ter palco ou plateia em nações que repudiam o autoritarismo. O Brasil não é disso; nunca foi. Estamos diante do brejo, contudo, não podemos agir como as vacas gordas, que se atiram na lama e de lá não conseguem sair sozinhas e acabam sendo devoradas pelos urubus.
