A segurança pública continua sendo o grande desafio do poder público, que continua agindo de forma primitiva e desinteressada em ações resolutivas. As ações de combate continuam sendo priorizadas, isto porque as de conscientização e humanização fracassaram. Diante desse quadro desanimador, a saída mais viável deveria ser a união de todas as instituições ligadas à segurança. Seria importante se cada uma seguisse seu roteiro e passasse a interpretar seu papel de mocinho, da forma mais eficaz possível.
A violência se alastra, o mundo está cada dia mais embrutecido, no entanto, as ações contrárias continuam irrisórias. Vale lembrar que muitos políticos tratam a marginalidade como eleitorado; os direitos humanos, como preciosidade e a sociedade, como assombro, já que ela vem ganhando notoriedade como poder emergente e dominante.
É importante que a sociedade passe a cobrar ações de todos os agentes legais, e não somente dos gestores, já que estes são os menos operacionais de todos. Somente as ações em conjunto serão capazes de inibir o alastramento dessa epidemia social, que está roubando a tranquilidades das pessoas e promovendo um quase êxodo urbano, por conta do medo. Caso não haja uma integração, começando pelas comunidades, muitos lugares irão se tornar vazios e fantasmas, como no tempo do Velho Oeste.
Tem muita gente sentada enquanto as guerras urbanas acontecem. Está na hora de todos se manifestarem, e que não seja revidando à matança, mas ao menos contribuindo para que não morra a esperança.
